O Carnaval de 2026 promete movimentar a economia brasileira, com estimativa de faturamento de R$ 14,48 bilhões e a criação de 39,2 mil vagas temporárias de emprego. Segundo pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o setor de bares e restaurantes vai liderar a movimentação, com expectativa de R$ 5,77 bilhões em receita.
Na sequência, destacam-se as empresas de transporte rodoviário e aéreo (R$ 3,73 bilhões) e os serviços de hospedagem em hotéis e pousadas (R$ 1,44 bilhão). Juntos, esses três segmentos são responsáveis por mais de 74% de toda a receita gerada no Carnaval.
“O Carnaval é combustível para que o comércio e o turismo encerrem a alta temporada de verão e comecem o ano com bons resultados. É o momento de mostrarmos o que temos de melhor em nosso País também para os visitantes estrangeiros, que cada vez mais procuram o Brasil para investir seu dinheiro em viagens na busca por lazer e alegria”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.
Fluxo de turistas estrangeiros e dinâmica de preços
O otimismo do setor é sustentado pelo fluxo recorde de turistas internacionais, estimado em 1,42 milhão para o feriado, aumento de 4% em relação ao ano anterior. Em 2025, o Brasil recebeu 9,3 milhões de visitantes estrangeiros de janeiro a outubro, avanço de 37,1% frente a 2024, liderado por argentinos, chilenos e americanos.
No mercado interno, o consumo é beneficiado pela desaceleração da inflação, com o IPCA passando de 4,9% em 2024 para 4,5% entre janeiro e novembro de 2025.
“Os indicadores econômicos na virada do ano mostram um sinal positivo para o comércio, aliado ao pleno emprego e a uma relativa maior remuneração do trabalhador. Estes fatores, combinados à crescente presença de estrangeiros com sua moeda valorizada criam um ambiente propício para o recorde de faturamento do setor no carnaval”, avalia o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.
Mercado de trabalho e contratações temporárias
A demanda sazonal deve mobilizar significativamente o mercado de trabalho, com a oferta de 39,2 mil postos temporários. O segmento de alimentação fora do domicílio (bares e restaurantes) lidera as contratações com 27,9 mil vagas, seguido pelos transportes (4,3 mil) e pelo setor hoteleiro (4,1 mil).
Apesar do aumento no volume de contratações para o período, a taxa de efetivação para 2026 está estimada em 11%, um recuo frente aos 16% registrados no ano anterior. Esse comportamento sinaliza uma estabilização do setor após o ciclo de reposição de vagas eliminadas durante o período mais agudo da crise sanitária, quando as taxas de efetivação chegaram a atingir 24% entre 2021 e 2022.
Imagem: Barbara David/Divulgação/Abrasel















