A indústria de pescados ficou de fora da lista de produtos brasileiros que tiveram a tarifa adicional de 40% zerada pelos Estados Unidos e afirma “frustração com as negociações”.
“Estamos obviamente felizes pelos setores que avançaram, mas frustrados por não vermos evolução e priorização do pescado pelo governo brasileiro”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, por meio de nota.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na quinta-feira, 20, a retirada da tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros. A lista divulgada pela Casa Branca inclui itens como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, além de banana, laranja, tomate e carne bovina.
Na ordem executiva publicada pela Presidência dos EUA, Trump afirma que a decisão foi tomada após uma conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as questões identificadas no Decreto Executivo 14.323”. Segundo o documento, essas negociações ainda estão em andamento.
A medida é retroativa, o que significa que estarão isentas todas as mercadorias retiradas de armazéns para consumo a partir de 12h01 (horário de Nova York) de 13 de novembro. Há uma semana, Trump havia retirado a taxa recíproca de 10% sobre produtos agrícolas. Com isso, importantes produtos agrícolas brasileiros ficam isentos de taxas adicionais aos EUA.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Sandra Manfrini e Isadora Duarte).
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