Um levantamento do SPC Brasil aponta que 60% dos consumidores pretendem gastar com produtos e serviços durante a Copa do Mundo de 2026, o equivalente a aproximadamente 99,2 milhões de pessoas. Com tíquete médio estimado em R$ 619 por consumidor, a expectativa é de movimentação de cerca de R$ 61 bilhões no País.
Segundo a pesquisa, o consumo deve se concentrar em itens como bebidas não alcoólicas (68%), petiscos (62%), roupas e camisetas temáticas (61%), itens para churrasco (60%) e cervejas (59%). Entre os serviços, os destaques são delivery de comida e bebida (61%), bares e restaurantes (39%), pacotes de TV por assinatura voltados ao esporte (33%) e plataformas de streaming (30%).
O SPC Brasil afirma que 44% dos consumidores pretendem fazer as compras com pelo menos uma semana de antecedência. As compras presenciais seguem predominando, com 70% citando supermercados e 33% lojas de rua. Nos canais digitais, 51% mencionam aplicativos de entrega.
Em meios de pagamento, 57% dos entrevistados disseram que pretendem usar Pix, e 90% afirmaram que planejam comprar à vista. Ainda assim, 27% declararam intenção de usar limite do cartão de crédito ou cheque especial para financiar despesas no período.
O levantamento também indica que 61% dos consumidores que pretendem gastar durante a Copa já têm contas em atraso, e, entre eles, 70% estão negativados.
“O potencial econômico da Copa é expressivo porque estamos falando de um evento que mobiliza consumo, lazer e convivência social ao mesmo tempo. Para o varejo e os serviços, trata-se de uma oportunidade importante de geração de receita em um curto espaço de tempo. Porém, é fundamental que o consumidor mantenha o planejamento financeiro para que o impacto positivo do evento não se transforme em dificuldades futuras”, afirma João Paulo Travasso Maia, coordenador de Soluções do SPC Brasil.
A pesquisa mostra ainda que 97% dos entrevistados pretendem assistir aos jogos acompanhados, enquanto 3% planejam ver as partidas sozinhos. A maioria deve acompanhar os jogos com familiares (77%) e amigos (60%), e 86% disseram que pretendem assistir em casa.
O estudo também aponta que 74% dos consumidores pretendem dar preferência a marcas patrocinadoras da seleção brasileira durante o período da Copa. Para 53%, essa escolha depende do preço dos produtos, enquanto 21% afirmaram que escolhem patrocinadores independentemente do valor.
Outro dado do levantamento é que 41% dos consumidores pretendem fazer apostas durante o torneio. Entre os que planejam apostar, 74% afirmaram ver as apostas como uma forma de ajudar no pagamento de dívidas. Além disso, 39% disseram que, em caso de ganhos relevantes, pretendem reinvestir o dinheiro em novas apostas, e 34% afirmaram que usariam os recursos para quitar débitos em atraso.
“Quando a aposta deixa de ser vista como entretenimento e passa a ser percebida como solução financeira, surge um sinal importante de alerta. O pagamento de dívidas depende de renda, planejamento e negociação. Apostar esperando resolver problemas financeiros pode aumentar ainda mais a vulnerabilidade econômica do consumidor”, diz Maia.
O levantamento foi realizado entre 27 de abril e 5 de maio de 2026 com consumidores das 27 capitais brasileiras. Foram entrevistadas 916 pessoas em uma etapa inicial e, depois, 600 consumidores com intenção declarada de gastos relacionados à Copa. A margem de erro é de 4,0 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
Com informação do Estadão de Conteúdo (Luísa Laval).
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