Tenda deve ingressar no Ibovespa; Minerva Foods e Bradesco podem deixar IBrX 50, diz BTG

Segundo o banco, construtora passou a atender aos critérios de elegibilidade após a melhora do Índice de Negociabilidade na B3

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A construtora Tenda (TEND3) desponta como a principal candidata a ingressar no Ibovespa na próxima revisão da carteira teórica do principal índice da Bolsa brasileira, válida para o período de setembro a dezembro de 2026. A avaliação é do BTG Pactual, que antecipou as possíveis mudanças antes da divulgação da primeira prévia oficial da B3, prevista para 3 de agosto.

Segundo o banco, a Tenda passou a atender aos critérios de elegibilidade após a melhora do Índice de Negociabilidade (IN), indicador utilizado pela B3 para medir a liquidez das ações. A estimativa é de que o papel passe a representar cerca de 0,15% da carteira do Ibovespa, o que deve atrair compras de fundos passivos que replicam o índice.

O relatório também aponta que a PetroReconcavo (RECV3) permanece próxima da linha de corte e pode deixar o índice, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB3) aparece próximo dos critérios mínimos de inclusão e ainda pode ingressar na carteira, dependendo do comportamento das negociações até o encerramento da janela de cálculo.

Além do Ibovespa, o BTG Pactual projeta mudanças em outros índices da B3. Para o IBrX-50, a expectativa é de entrada da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (CSMG3), da Cury Construtora e Incorporadora (CURY3), da Direcional Engenharia (DIRR3) e da Usiminas (USIM5).

Minerva Foods, Bradesco e outros movimentos na B3

Em contrapartida, devem deixar o índice a Minerva Foods (BEEF3), a Marcopolo (POMO4), o Bradesco (BBDC3) e a Cogna Educação (COGN3). Já no IBrX-100, o banco estima a entrada da Plano&Plano Desenvolvimento Imobiliário (PLPL3) e do Grupo SBF (SBFG3), enquanto a Randoncorp (RAPT4) tende a sair da carteira.

No índice Small Caps (SMALL), as projeções indicam a inclusão do Banco BMG (BMGB4) e da OceanPact Serviços Marítimos (OPCT3), impulsionadas pela melhora dos indicadores de negociabilidade. Por outro lado, a Blau Farmacêutica (BLAU3), a Gafisa (GFSA3) e a Syn Prop & Tech (SYNE3) devem deixar o índice em razão da redução da liquidez de seus papéis. Já a Alliança Saúde e Participações (SAUD3) tende a sair da carteira por ter ultrapassado o limite de valor de mercado estabelecido para a composição do índice de small caps.

O relatório não detalha as razões individuais para cada exclusão, mas as projeções refletem a aplicação dos critérios de elegibilidade da B3, que consideram principalmente liquidez, negociabilidade e representatividade das ações.

Imagem: Shutterstock

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