O governo da China incluiu 20 empresas japonesas em uma lista de controle de exportação e outras 20 em uma lista de observação.
Exportadores chineses ficam proibidos de vender bens de uso dual (usados tanto em aplicações civis quanto militares) para empresas envolvidas na fabricação de itens militares, como a Mitsubishi Heavy Industries, a Kawasaki Heavy Industries e a Fujitsu, entre outras.
Organizações ou indivíduos estrangeiros também estão proibidos de fornecer itens de uso dual originários da China para as 20 empresas listadas. “Todas as atividades relacionadas em andamento devem cessar imediatamente”, determinou o Ministério do Comércio da China, nesta terça-feira, 24.
Uma lista separada inclui outras 20 empresas japonesas às quais os exportadores chineses são obrigados a enviar pedidos individuais de licença de exportação, com relatórios de avaliação de risco e compromissos por escrito de que os itens de uso dual não serão usados para fins militares.
Na segunda lista, estão companhias e entidades como a Subaru Corporation, a Mitsubishi Materials Corporation e o Instituto de Ciências de Tóquio.
A medida não afetará “as trocas econômicas e comerciais normais entre a China e o Japão”, informou o Ministério do Comércio chinês. “Entidades japonesas honestas e cumpridoras da lei não têm absolutamente nada a temer.”
Japão afirma que proibição é inaceitável
O Japão classificou como “inaceitável e extremamente lamentável” a decisão da China. Em entrevista coletiva, o vice-porta-voz do governo japonês, Kei Sato, pediu a reversão da medida.
“O governo japonês apresentou um forte protesto e exigiu a retirada imediata dessas ações”, afirmou. “Examinaremos cuidadosamente os detalhes e o impacto potencial dessas medidas e tomaremos todas as medidas necessárias em resposta”, acrescentou.
“Essas medidas visam conter a ‘remilitarização’ e as ambições nucleares do Japão e são totalmente legítimas, razoáveis e legais”, disse um porta-voz da pasta chinesa. “As medidas não afetarão as trocas econômicas e comerciais normais entre a China e o Japão, e as entidades japonesas que cumprem a lei não têm absolutamente nada com que se preocupar”, ressaltou, ao ser questionado sobre o tema.
A medida ocorreu em meio a tensões diplomáticas crescentes entre Pequim e Tóquio devido a comentários feitos pela primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, no ano passado sobre o potencial envolvimento do país em qualquer conflito sobre Taiwan.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Associated Press e Dow Jones Newswires).
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