Assim como no varejo, a Inteligência Artificial é cada vez mais utilizada para melhorar relacionamento com clientes e personalizar ofertas no foodservice. Segundo a pesquisa Tendências do Ecossistema de Foodservice, da Galunion, entre os operadores, 74% já utilizam IA em CRM e programas de fidelidade, 62% aplicam pesquisas estruturadas de clientes e 58% recorrem a ferramentas automáticas de conteúdo.
A adoção de IA no foodservice tem acelerado nos últimos anos. O estudo aponta que o uso da tecnologia saltou de 12% para 43% entre 2023 e 2025, enquanto estabelecimentos independentes passaram de 7% para 18% e fornecedores atingiram 81%. O levantamento analisou 416 marcas, 14.068 pontos de venda e mais de 1,2 milhão de clientes.
“Uma vez integrada, a IA passa a orientar decisões sobre compras, produção, precificação, roteirização de delivery, monitoramento de desperdício e gestão de estoque, fortalecendo a saúde financeira das operações em um contexto de margens pressionadas e consumidores mais racionais”, explica a fundadora e CEO da Galunion, Simone Galante.
O uso da tecnologia se reflete também na experiência do consumidor: 84% aprovam IA em programas de fidelidade e 77% em agilização de pedidos, enquanto 73% aceitam personalização e comunicação digital baseada em IA, segundo a pesquisa Alimentação Hoje: a visão do consumidor. Apesar do avanço da tecnologia, 50% afirmam que o principal motivo para comer fora continua sendo social.
Principais entraves para a adoção da IA
A pesquisa revela também que 67% dos operadores enxergam a escassez de mão de obra qualificada e a dificuldade de gestão de equipes como o maior entrave para evoluir em tecnologia, impactando diretamente produtividade, eficiência e qualidade de execução.
A falta de entendimento sobre usos e aplicações segue como obstáculo relevante. Entre operadores mais maduros, privacidade e segurança de dados ganham peso, indicando um setor que avança para discussões mais sofisticadas de governança e integração.
“Com consumidores mais seletivos, custos crescentes e canais digitalizados, projetamos para 2026 um cenário em que esta tecnologia será decisiva para proteger margem, melhorar eficiência, ampliar relevância e qualificar a tomada de decisão. Nesse contexto, a Inteligência Artificial deixa de ser acessória e se transforma em infraestrutura estratégica. De forma resumida, a tecnologia deixou de ser novidade para se tornar condição de competitividade”, destaca Simone.
Imagem: Envato
