No início de dezembro, o Conjunto Nacional será o endereço da nova megaloja do Magazine Luiza, a Galeria Magalu. Localizado na Avenida Paulista, o novo empreendimento irá ocupar o espaço que por muitos anos abrigou a Livraria Cultura. O edifício foi inaugurado em 1958.
A Livraria Cultura ocupou o local entre 2007 e 2024 e, antes dela, o espaço recebeu o Cine Astor. A livraria tinha cerca de 4,3 mil m², distribuídos em três andares. O espaço foi fechado em abril do ano passado, após a empresa entrar em recuperação judicial.
Agora, com o Magalu, o ambiente irá reunir todas as marcas do ecossistema da varejista em um único espaço, oferecendo ao consumidor experiências diversas. “A Avenida Paulista é o lar de alguns dos mais importantes museus do País, como o Masp, o Instituto Moreira Salles, a Japan House e o Centro Cultural Fiesp”, diz Frederico Trajano, CEO do Magalu.

A Galeria Magalu foi concebida como um espaço de encontro, que reúne todas as empresas do ecossistema de varejo do Magalu – Magazine Luiza, Época Cosméticos, KaBuM!, Estante Virtual e Netshoes.
A megaloja contará com diferentes áreas, entre elas a Pinacoteca, um espaço permanente de exposição de trabalhos de artistas brasileiros que integram o acervo de cerca de 12 mil obras da instituição, que completa 120 anos em dezembro.
O Teatro YouTube também terá presença garantida na megaloja, com programação teatral e de expressividade voltada a criadores do universo digital, além da Estante Virtual, que oferecerá livros novos e títulos vendidos por sebos.
Além da manutenção do teatro e da criação do espaço da Pinacoteca, outros espaços da Galeria vão cruzar “mundos” de experimentação de produtos, eventos, ofertas, serviços e consumo. Um exemplo é a Casa da Lu, uma área interativa, na qual o público entra no espaço – até então virtual – de uma das maiores influenciadoras digitais do mundo e onde as marcas poderão expor suas novidades.

Primeira Exposição
Para inaugurar o Espaço Pina, a Galeria Magalu irá receber a exposição “Jogo de Cena”, que aborda diversas representações do corpo e da teatralidade na arte brasileira. A mostra terá duração de um ano, período em que as peças expostas poderão ser substituídas periodicamente por outras do acervo com a mesma temática.
“Nosso sonho era levar a Pina para lá – e conseguimos. A parceria com o museu está em linha com nosso propósito como empresa, que é levar a muitos o que ainda é privilégio de poucos. Queremos que um número cada vez maior de pessoas conheça a arte da Pinacoteca, se interesse e apoie o museu”, acrescenta Trajano.
A exposição propõe uma leitura expandida da cena artística nacional, articulando trajetórias de artistas de diferentes origens e gerações. O Espaço Pina é “abraçado” pelo painel Onde a Linha Equilibra o Eu, da artista paulistana Soberana Ziza, comissionado especialmente para o local.
Trabalhos de outros cinco artistas compõem a narrativa da mostra, como as pinturas de Bajado (1912–1996) da década de 1970, as esculturas monumentais da série Comediantes, de Francisco Brennand (1927–2019), além de Animal Estático (1966), de Liuba Wolf (1923–2005), Raoni (1986), de Miguel dos Santos, e Yuxin (2022), de Kássia Borges.
Imagens: Reprodução/Instagram, Mercado&Consumo e Divulgação















