Na era da digitalização, foodservice deve buscar humanização

Para Mauro Preti, CEO da Ceratti, o relacionamento ainda é importante para atrair e fidelizar clientes

Movimento cada vez mais crescente no foodservice, a digitalização traz mais eficiência aos processos, além de oferecer uma experiência personalizada. Mas, apesar das facilidades e conveniências, os clientes ainda prezam pelo atendimento humanizado.

“Acho que a gente nunca pode deixar a humananização de fora. As pessoas são importantes contatos. Principalmente no food, esse relacional é importante”, diz Mauro Preti, CEO da Ceratti, em entrevista à Mercado&Consumo.

Como exemplo, Preti cita a chegada do streaming, que hoje convive com a televisão e o rádio dentro de um mesmo ecossistema, e o aumento do consumo omnichannel após a pandemia de covid-19.

“Existe essa preocupação de não ir no extremo digital e perder consumidores que gostam do tradicional. Então, você vê um mercado pulsante buscando novas formas, ao mesmo tempo que busca raízes e coisas que o consumidor está habituado a fazer”, diz.

Restaurante de estilo mexicano do chef Rick Bayless, o Tortazo é um exemplo do sucesso da digitalização no foodservice, segundo Preti. Apesar de operar junto com outras marcas em uma cozinha única de um food hall no Willis Tower, em Chicago, o Tortazo busca uma identidade própria em um ambiente colaborativo com os donos de fazenda que produzem os ingredientes usados nas suas receitas.

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“Acho muito interessante essa forma de dar identidade para a rede, como ‘nós não somos qualquer rede de comida mexicana, nós somos uma rede onde se colabora, que busca os melhores ingredientes e coisas que eu conheço e são boas’. Então, eu acho que é um pouco da humanização do food por trás da digitalização”, diz.

Na era da digitalização, foodservice deve buscar humanização
Tortazo Willis Tower, em Chicago

Apresentação de produtos

Outro case citado por Preti é o do Dom’s Kitchen & Market, um misto de supermercado e restaurante, que aposta no conceito do frescor, do dia a dia e na apresentação de produtos de forma organizada.

“Os elementos do queijo nos freezers, por exemplo, são bem-organizados, mas, no no meu caso, da charcutaria, ainda não encontraram o modelo mais interessante de exposição. Acho que os europeus têm uma abordagem mais gourmet na apresentação dos produtos”, afirma o executivo.

Preti destaca a premiumrização das gôndolas, como as tábuas de frios convenientes, a layoutização dos grãos e a produção dos vegetais, que também são feitos nos mercados do Brasil. “Fico contente em ver redes no Brasil fazendo o mesmo trabalho tão bom quanto.”

Com informações de Mercado&Consumo Media Labs.
Imagens: Aiana Freitas

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