A Coca-Cola teve lucro ajustado por ação de US$ 0,97 no segundo trimestre de 2026, alta de 11% em relação a igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 28. O resultado superou a projeção de analistas consultados pela FactSet, de US$ 0,93.
A receita da gigante americana do setor de bebidas teve expansão anual de 7% no trimestre, para US$ 13,4 bilhões, também acima do consenso da FactSet, de US$ 13,17 bilhões.
A empresa elevou seu guidance para 2026. A Coca-Cola passou a projetar crescimento do lucro ajustado por ação entre 9% e 10% no ano, ante estimativa anterior de 8% a 9%. A companhia também agora prevê avanço de cerca de 5% da receita orgânica em 2026, após estimar alta entre 4% e 5%.
Às 8h10 (de Brasília), a ação da Coca-Cola subia 2,9% nos negócios do pré-mercado em Nova York.
Renovação de embalagens
A Coca-Cola Company anunciou uma mudança na identidade visual dos produtos Coca-Cola Sabor Original e Coca-Cola Sem Açúcar, em uma unificação que reforçará os principais elementos da marca: o vermelho vivo, a Faixa Dinâmica e a caligrafia Spenceriana. Os produtos não terão alterações em suas fórmulas.
Na nova identidade visual, para garantir uma diferenciação mais clara da Coca-Cola Sem Açúcar, a embalagem contará com o texto “Sem Açúcar” em maior destaque, uma Faixa Dinâmica preta mais evidente e a tampa preta.
No Brasil, a implementação da nova identidade visual ocorrerá de forma gradual. A expansão para todo o território nacional está prevista para os próximos meses, com a expectativa de que, em 2027, todos os estados já comercializem as novas embalagens.
O País se transformou no principal mercado global do rótulo Zero da marca e hoje lidera o crescimento mundial da marca, segundo Hugo Medeiros, diretor de Trade Marketing da Coca-Cola Femsa Brasil. Em entrevista à Mercado&Consumo, o executivo afirmou que o País foi um dos primeiros mercados a acelerar a aposta em saudabilidade, embalagens menores e diversificação de portfólio, movimento que ajudou a consolidar a operação brasileira como peça estratégica dentro do sistema da companhia.
“O Brasil é o maior contribuidor para o crescimento da marca Coca-Cola no mundo nos últimos anos. A é um dos principais motores disso”, afirmou.
Segundo Medeiros, a mudança de comportamento do consumidor obrigou a companhia a rever embalagens, comunicação, execução em ponto de venda e até promoções. “A indústria de refrigerantes só cresce nos últimos anos. O que mudou foi a adaptação às novas demandas do consumidor”, disse.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Sergio Caldas).
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