A Biopower, empresa da JBS Novos Negócios que produz biodiesel, vai investir R$ 140 milhões na modernização e na inovação tecnológica de suas três usinas, localizadas em Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC). O aporte é o maior desde a construção da unidade de Mafra, em 2021.
Com essa iniciativa, a Biopower projeta sua produção em um volume recorde de mais de 650 milhões de litros em 2025. A unidade de Mafra alcançou recentemente a marca de 1 bilhão de litros de biodiesel produzidos.
“Investimos para aprimorar ainda mais um produto que já tem reconhecimento de excelência no mercado e para nos mantermos na vanguarda de um setor em plena expansão”, afirma Alexandre Pereira, diretor da Biopower. “Essa modernização nos dará mais eficiência e elasticidade produtiva, garantindo nossa competitividade para atender a uma demanda por biodiesel que, certamente, continuará crescendo.”

O aumento na demanda por biodiesel tem sido impulsionado pela legislação vigente que prevê a elevação da mistura para 20% (B20) até 2030. Atualmente, a mistura está em 15%.
Dentre os investimentos que a Biopower irá fazer, está a implementação da tecnologia de esterificação enzimática, que substitui catalisadores químicos por enzimas de alta eficiência. Essa abordagem, de acordo com a empresa, vai resultar em ganho de produtividade, maior flexibilidade no uso de matérias-primas diversas, como sebo bovino e óleo de cozinha usado, e a conversão de subprodutos, que antes eram comercializados separadamente, em mais biodiesel. O projeto começa a ser implementado ainda neste ano e tem conclusão prevista para meados de 2026.
A Biopower também avança em novas frentes, como as que contribuem para a descarbonização do transporte marítimo. O biodiesel, segundo a empresa, se apresenta como uma alternativa viável e imediata ao diesel naval tradicional, podendo ser utilizado sem a necessidade de adaptação nas embarcações e com o mesmo desempenho e custo competitivo em relação a outras tecnologias.
Além disso, a Biopower conta com certificação e rastreabilidade internacional, como o selo ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), requisito para o mercado europeu, e a Certificação EPA (Environmental Protection Agency), dos Estados Unidos.
“À medida que o mundo acelera a transição para uma matriz energética mais limpa, queremos ser referência em soluções reais e acessíveis. Além do aumento da mistura para B20 nos próximos anos, o mercado de descarbonização naval surge como uma frente estratégica, que nos inspira a continuar inovando e ampliando nosso papel na construção de um futuro mais sustentável“, afirma Pereira.
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