Um problema na comunicação de torre com aviões na manhã desta terça-feira, 2, afetou voos no Aeroporto de Congonhas, localizado na zona sul de São Paulo, e no Aeroporto Internacional de Guarulhos, que fica na região metropolitana de São Paulo.
Passageiros relataram nas redes sociais que falhas afetam pousos e decolagens e reclamaram de falta de informações.
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), disse que houve uma interrupção temporária das operações aéreas, nos aeródromos da região de São Paulo.
“A suspensão provisória foi motivada por um problema técnico operacional externo. Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para os aeródromos”, disse. A FAB ressalta que as atividades já foram restabelecidas completamente.
Procurada, a Aena disse que o aeroporto chegou a ser fechado na manhã desta terça-feira, mas os voos foram retomados. Não há informações sobre o período da duração do problema. A GRU Airport afirma que se trata de uma pane no tráfego aéreo de São Paulo.
Em abril deste ano, uma falha técnica no controle regional do espaço aéreo paralisou operações por mais de uma hora e afetou Congonhas, Guarulhos e Viracopos.
Governo busca apoio do Congresso para MP das aéreas
A diretora de Planejamento e Fomento do Ministério de Portos e Aeroportos, Júlia Lopes, pediu nesta terça-feira, 26, que a Câmara dos Deputados ajude o governo a converter em lei a Medida Provisória 1.349, que criou o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis e abriu espaço legal para o uso de recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) em linhas de crédito para as companhias aéreas.
Segundo ela, a medida é necessária para dar segurança jurídica à estruturação do produto financeiro pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“Fazemos um apelo para o Congresso nos ajudar, se necessário, converter essa medida provisória em lei para que não se perca o objeto da linha. Porque quando for passar a valer o fundo já não tem mais a medida”, afirmou durante reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) com representantes da aviação civil.
Segundo Júlia, o BNDES já trabalha na modelagem da linha de crédito, mas há preocupação no governo com a possibilidade de perda de vigência da MP antes da consolidação definitiva do programa. A diretora afirmou que a insegurança jurídica poderia comprometer a continuidade da oferta do produto financeiro às companhias aéreas.
“O BNDES já está trabalhando nesse produto e a nossa dificuldade é só dar essa segurança de que esse produto vai continuar hígido mesmo com a perda de vigência da medida provisória”, disse.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Redação O Estado de S. Paulo).
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