A Sabesp anunciou o primeiro reajuste na tarifa após a sua privatização a partir do dia 1º de janeiro. O aumento, que foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), será de 6,1106% para as cidades atendidas na região URAE-1, que inclui a capital paulista.
Segundo a agência, o porcentual do reajuste refere-se à recomposição da Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho de 2024 a outubro de 2025.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Sabesp informa que o reajuste médio será de 6,5% nas tarifas de aplicação.
Em leitura preliminar da companhia, tal valor representa um incremento na tarifa de equilíbrio de 10,6%, que foi deliberada em R$ 6,7673 por metro cúbico.
“A Sabesp trabalhará ao longo do dia para prestar mais esclarecimentos dos principais itens do reajuste tarifário e manterá o mercado informado de eventuais desdobramentos”, diz a Sabesp.
Redução noturna de água
Segundo dados da Sabesp, a redução da pressão noturna na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) gerou economia de 4,9 bilhões de litros de água entre 8 e 14 de outubro.
A medida, adotada por determinação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), é aplicada durante a noite, período de menor consumo. O objetivo é preservar os mananciais que abastecem a região, que enfrenta a estiagem mais severa dos últimos dez anos.
De acordo com a companhia, o volume economizado equivale ao consumo mensal de 860 mil pessoas ou, ainda, ao consumo total de água da cidade de Santos por dois meses.
Desde o início da implementação, em 27 de agosto, o controle da pressão noturna já evitou o gasto de mais de 22 bilhões de litros de água.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Ana Paula Machado).
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