A Pluxee, empresa francesa de benefícios corporativos e incentivos (antiga Sodexo Benefícios), divulgou nesta sexta-feira, 3, que sua receita do terceiro trimestre caiu 3,3% em base orgânica, para 312 milhões de euros. O resultado, porém, veio acima do consenso de analistas, que estimava um recuo de 4,3% (299 milhões de euros). Reflexo disso, por volta das 7h50 (de Brasília), as ações da companhia subiam 5,5% na Bolsa de Paris.
Em comunicado, a empresa alertou que novas regras para o segmento de vale-refeição no Brasil e um ambiente econômico menos favorável na Europa tornam o cenário mais desafiador.
Em nota, a analista Sabrina Blanc, do Bernstein, disse que os números já refletem os efeitos iniciais da regulamentação brasileira e que o impacto deve continuar a pressionar os resultados da companhia nos próximos trimestres. Segundo ela, a implementação mais gradual das mudanças no Brasil – que buscam aumentar a concorrência no setor – ajudou a atenuar parte dos efeitos do ambiente adverso europeu.
O Bernstein também apontou que, com a ação negociada em níveis considerados baixos, persistem questionamentos sobre a permanência da Pluxee em Bolsa, embora um fechamento de capital pareça improvável. A casa observa que a empresa está listada há apenas dois anos, o que tornaria prematuro considerar esse movimento.
Metas para 2026
Após reformas regulatórias que afetam o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) no Brasil, a companhia também atualizou suas metas financeiras para o ano fiscal de 2026.
A empresa francesa agora espera que as receitas totais fiquem estáveis em relação ao ano fiscal anterior. A estimativa anterior era de crescimento orgânico de um dígito alto. A Pluxee também prevê uma leve expansão orgânica na margem de Ebitda recorrente, ante o aumento de mais de 100 pontos-base projetado anteriormente. A empresa projeta uma taxa média de conversão de caixa recorrente de cerca de 80% ao longo dos anos fiscais de 2024-2026.
Apesar dos ajustes previstos, a Pluxee mantém uma perspectiva positiva, ressaltando que, embora as medidas afetem suas finanças a partir do meio do ano fiscal de 2026 até o primeiro semestre do ano fiscal de 2027, a empresa espera retornar a “uma trajetória de crescimento sustentável e lucrativo” a partir do segundo semestre do ano fiscal de 2027.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Sergio Caldas e Dow Jones Newswires).
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