A presença de telas digitais no varejo vem se expandindo para além da comunicação promocional. Em supermercados, farmácias, postos de combustíveis e outros ambientes de grande circulação, esses equipamentos têm sido utilizados tanto para publicidade quanto para ações de informação, orientação e interação com consumidores.
Segundo Tiago Brito, CEO da LedWave, a digitalização não se limita à adoção de novos equipamentos, mas envolve a criação de ambientes capazes de se conectar com o consumidor de forma mais dinâmica e contextualizada.
As telas, utilizadas inicialmente para exibição de campanhas e conteúdos promocionais, começam a incorporar novas funcionalidades ligadas à informação, ao atendimento e à experiência do cliente. “A digitalização das coisas só está começando”, diz o executivo.
Retail media amplia interesse pelas telas
Um dos fatores que ajudam a impulsionar esse movimento é o crescimento do retail media. Com redes de lojas buscando novas fontes de receita, as telas instaladas nos pontos de venda passaram a ser vistas também como ativos de mídia capazes de atrair investimentos de marcas interessadas em impactar consumidores durante a jornada de compra.
Para Brito, a principal vantagem está na proximidade com o momento da decisão. “Não existe momento mais oportuno para você falar do seu produto do que no ato do consumo. É ali que a decisão acontece”, afirma.
Supermercados, farmácias e postos de combustíveis, por reunirem alto fluxo de visitantes e frequência recorrente de compra, aparecem entre os segmentos mais atrativos para iniciativas de retail media. Apesar do avanço da infraestrutura digital, a monetização desses espaços ainda está em estágio inicial em boa parte das operações.
IA amplia possibilidades de interação
Além da publicidade, a Inteligência Artificial (IA) começa a abrir novas possibilidades para o uso das telas no varejo. O setor já experimenta aplicações que tornam esses equipamentos mais interativos e personalizados.
Entre os conceitos em desenvolvimento estão sistemas capazes de responder perguntas dos consumidores, auxiliar na localização de produtos, fornecer informações adicionais sobre itens do sortimento e realizar recomendações personalizadas. “Por que essa tela não pode ser uma tela concierge?”, questiona Brito.
Em supermercados e farmácias, por exemplo, as telas poderão ajudar clientes a localizar produtos, esclarecer dúvidas sobre itens específicos e oferecer recomendações personalizadas. Brito cita o exemplo de um assistente digital para adegas, desenvolvido para sugerir harmonizações de vinhos a partir dos pratos informados pelo cliente e da disponibilidade de produtos em estoque.
Ainda em fase de testes e implementação em diversos casos, aplicações desse tipo indicam uma ampliação do papel das telas no varejo, que passam a reunir comunicação, informação e atendimento em um mesmo ambiente.
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