As empresas estão cada vez mais moldando seus negócios em torno do comportamento e das exigências dos consumidores, e a busca por conveniência está entre as principais tendências. Depois dos mercadinhos autônomos em condomínios, agora é a vez das farmácias.
A Apêpê Farmácias, criada em dezembro de 2025, tem duas unidades em Fortaleza e se prepara para escalar. Italo Montenegro, CEO e fundador da companhia, disse que até o final deste ano serão 100 unidades no modelo de franquia e faturamento de R$ 6 milhões em seu primeiro ano de operação.
A rede disse que haverá inaugurações em condomínios de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília. O executivo disse que o mercado se molda aos hábitos do consumidor e que a presença das farmácias em condomínios tende a crescer. Na visão dele, “as farmácias de bairro estão com os dias contados”.
“Sempre quis montar alguma coisa que realmente conseguisse chamar a atenção do mercado nacional, não somente do mercado local”, disse. “Não queria ser mais um, queria ter um propósito maior. Foi quando tive a ideia de montar uma farmácia, mas uma farmácia diferenciada, preparada para concorrer com as grandes redes”.
Segundo o executivo, a decisão de apostar no segmento de condomínios surgiu porque o mercado tradicional, “do muro para fora”, está muito concentrado nas grandes redes. Para ele, competir em igualdade de condições exigia um modelo inovador.
“A forma que encontrei de pensar fora da caixa foi levando a operação com um farmacêutico para dentro do condomínio”, afirmou. “Temos farmacêuticos presenciais nas operações e todos eles são nossos sócios”.
Em sintonia com o condomínio
Além de oferecer a praticidade de um mix de produtos que inclui itens de higiene, perfumaria e medicamentos, sem e com prescrição, a Apêpê Farmácias também chega como ponto de coleta de encomendas nos condomínios onde está presente, por meio do Apê Retire, braço logístico da rede.
“Hoje, a grande dor dos condomínios, principalmente dos maiores, com muitas unidades residenciais, não importa a classe social, são as encomendas do e-commerce nas portarias”, disse Montenegro.
Para diminuir o custo de aquisição de clientes, a farmácia tem um ponto de retirada de encomendas do e-commerce. Assim, o condomínio resolve a questão sem custo, segundo o CEO, e o negócio cria mais oportunidade de venda. “O morador vai retirar a encomenda e, consequentemente, entra na farmácia, tendo a oportunidade de fazer uma compra por impulso”.
Com essa estratégia, o investimento para atrair consumidores também diminui. “Isso é um benefício que oferecemos ao condomínio, mas que, para nós, é muito interessante porque reduz significativamente o nosso CAC, que é o custo para trazer o morador para dentro da farmácia”.
Qual é o investimento para abrir uma Apêpê Farmácias?
A Apêpê vai crescer em cima de uma operação que franqueia, mas que também tem loja própria, disse o executivo. Segundo Montenegro, o perfil ideal de franqueado é “alguém que deseje empreender, tenha um perfil arrojado, goste de desafios e acredite no potencial do negócio”, sem necessidade de experiência prévia no setor farmacêutico. Para receber uma unidade, o condomínio precisa ter, no mínimo, 150 apartamentos.
“Antes de avançarmos com qualquer empreendimento, fazemos um estudo de viabilidade financeira para evitar erros. Analisamos a média de moradores por apartamento ou casa, a quantidade de unidades e a taxa de ocupação, entre outros fatores, para sermos o mais assertivos possível.”
O investimento inicial para abrir uma unidade da Apêpê Farmácias é de R$ 75 mil. O retorno estimado ocorre entre 18 e 24 meses, enquanto o ponto de equilíbrio (breakeven) é alcançado em aproximadamente sete meses.
Imagens: Divulgação














