A Ceratti ampliou a atuação no foodservice e registrou crescimento acima de 30% no canal em 2025 em relação ao ano anterior. O setor passou a representar mais de 18% do faturamento total da companhia..
O crescimento do foodservice acompanha a expansão de formatos de consumo voltados à conveniência e à operação em escala. Nesse canal, a empresa fornece para pizzarias, redes e lojas de conveniência, ampliando a distribuição e a presença em diferentes pontos de venda. No portfólio, pepperoni, calabresa e presunto cru lideram as vendas no segmento.
“O foodservice nos permite estar mais perto de como as pessoas realmente consomem no dia a dia. Crescer nesse canal é, antes de tudo, acompanhar o consumidor onde ele está”, afirma Blenda Carromeu, head Comercial da Ceratti.
Exemplo dessa estratégia foi a ativação realizada em mais de 600 lojas do Oxxo durante o aniversário de São Paulo. Realizada entre 5 de janeiro e 5 de fevereiro, a ação resultou na venda de cerca de 40 mil coxinhas produzidas com mortadela da empresa.
Mercado doméstico
No ano passado, a indústria brasileira de alimentos e bebidas apresentou um faturamento de R$ 1,39 trilhão, o que representou alta de 8,02% na comparação com o ano anterior. O montante representa 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para 2025.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o grande destaque do ano foi o mercado interno, que respondeu por R$ 1,02 trilhão desse total, sendo que R$ 732 bilhões são decorrentes do varejo e do foodservice, que vem retomando sua fatia de participação.
A demanda doméstica, diz a associação, também foi determinante para sustentar o crescimento real das vendas, que avançaram 2,2% no período. De acordo com a Abia, esse resultado reflete a recomposição gradual do consumo das famílias, o avanço do consumo fora do lar e também os ganhos de eficiência obtidos pelas empresas ao longo do ano.
Para este ano, a Abia espera que as vendas reais cresçam entre 2% e 2,5%, impulsionadas pelo mercado doméstico e pela recuperação gradual do mercado internacional. A geração de empregos também deve crescer, com alta entre 1% e 1,5%.
“Em 2026, a combinação de estabilidade da safra, redução gradual dos juros e um ambiente econômico de crescimento moderado, no Brasil e no mundo, cria condições mais previsíveis para o planejamento e o investimento”, disse João Dornellas, presidente executivo da Abia.
Imagem: Envato














