Após o polêmico lançamento do Baly Energy Drink sabor Tadala neste Carnaval, o produto ultrapassou 23 milhões de pedidos em apenas 25 dias. Nas redes, o lançamento apareceu em mais de 60% dos assuntos mais comentados e registrou mais de 2 milhões de visualizações apenas no TikTok.
A decisão pelo nome “Baly Tadala” partiu do fato de a palavra tadala ter se tornado de uso comum para transmitir ideia de energia e vigor, presente em músicas, conversas e até em produtos diversos no mercado. A proposta conceitual não faz referência a medicamento, mas ao significado cultural que o termo ganhou socialmente, de acordo com a marca.
“O lançamento de Carnaval Baly Energy Drink sabor Tadala já entrou para a história da Baly. Tivemos recordes de pedidos de venda, picos históricos de engajamento digital e um movimento espontâneo do consumidor nas lojas que confirma a força da estratégia”, afirma Dayane Titon Cardoso, diretora Comercial e de Marketing da Baly Brasil.
O lançamento se apoiou em bordões, como “bora pra cima”. Em rodas de amigos, tornou-se comum ouvir “toma um tadala” quando alguém está cansado ou precisa de mais energia. A marca capturou esse imaginário coletivo e o transformou em produto, gerando hype no Carnaval.
O engajamento superou a média de qualquer lançamento anterior da empresa. Diante da demanda e das solicitações, o produto, inicialmente associado ao Carnaval, terá lançamento em Salvador e seguirá para todo o Brasil.
Entenda a polêmica
A Baly anunciou recentemente o lançamento do Baly Tadala, bebida inspirada na tadalafila, medicamento utilizado no tratamento da disfunção erétil. Apesar do burburinho gerado entre consumidores nas redes sociais, a ação publicitária de divulgação do produto foi criticada pelo Conselho Federal de Farmácias (CFF).
De acordo com a entidade, em texto publicado em seu site oficial, o uso de trocadilhos e referências explícitas a um fármaco de prescrição, como a tadalafila, que, sem indicação adequada, pode provocar efeitos adversos como queda da pressão arterial e cefaleia intensa, entre outros, levanta preocupações do ponto de vista sanitário e da saúde pública.
“Ao associar um medicamento a uma bebida recreativa e a um contexto festivo, a campanha contribui para a banalização do uso de fármacos e pode estimular a automedicação”, destaca o CFF.
Procurada pela reportagem da Mercado&Consumo, a Baly Brasil afirmou que apoia o debate consciente e responsável sobre possíveis confusões entre alimentos, bebidas e medicamentos. “No caso do produto ‘Baly Tadala’, todas as normas sanitárias, regulatórias e de rotulagem foram cumpridas, de modo a indicar de forma clara ao consumidor que o produto é uma bebida energética e não possui qualquer fármaco.”, informou a companhia.
Imagem: Divulgação















