Mercado&Consumo
  • EDITORIAS
    • VAREJO
    • ECONOMIA
    • RETAIL MEDIA
    • SERVIÇOS
    • SHOPPING CENTERS
    • M&C CAPITAL
    • M&C FRANCHISING
  • MERCADO&TECH
    • TECNOLOGIA
    • LOGÍSTICA
    • E-COMMERCE
    • ARTIGOS MERCADO&TECH
  • MERCADO&FOOD
    • ABASTECIMENTO
    • FOODSERVICE
    • INDÚSTRIA
    • ARTIGOS MERCADO&FOOD
  • ESPECIAIS
    • WEBCASTS E ENTREVISTAS
    • BANDNEWS FM
    • WEB STORIES
    • REVISTA M&C
    • BORA VAREJAR
  • OPINIÃO
    • COLUNISTAS
    • ARTIGOS
  • EVENTOS
    • NRF RETAIL’S BIG SHOW
    • NRA SHOW
    • LATAM RETAIL SHOW
Sem resultado
Ver todos os resultados
VOLTAR PARA A HOME
  • EDITORIAS
    • VAREJO
    • ECONOMIA
    • RETAIL MEDIA
    • SERVIÇOS
    • SHOPPING CENTERS
    • M&C CAPITAL
    • M&C FRANCHISING
  • MERCADO&TECH
    • TECNOLOGIA
    • LOGÍSTICA
    • E-COMMERCE
    • ARTIGOS MERCADO&TECH
  • MERCADO&FOOD
    • ABASTECIMENTO
    • FOODSERVICE
    • INDÚSTRIA
    • ARTIGOS MERCADO&FOOD
  • ESPECIAIS
    • WEBCASTS E ENTREVISTAS
    • BANDNEWS FM
    • WEB STORIES
    • REVISTA M&C
    • BORA VAREJAR
  • OPINIÃO
    • COLUNISTAS
    • ARTIGOS
  • EVENTOS
    • NRF RETAIL’S BIG SHOW
    • NRA SHOW
    • LATAM RETAIL SHOW
Sem resultado
Ver todos os resultados
Mercado&Consumo
Sem resultado
Ver todos os resultados
Home Varejo

“Não descartamos ir ao STF contra fim da taxa das blusinhas”, diz presidente da Abvtex

Entidades articulam derrubada da MP em Brasília e conversam com parlamentares para tentar levantar projeto de lei que cria isenção ao mercado doméstico

Bruna Lencioni de Bruna Lencioni
13 de maio de 2026
no Destaque do dia, Notícias, Varejo
Tempo de leitura: 6 minutos

A assinatura da Medida Provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas, realizada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provocou forte reação de entidades que representam tanto a cadeia têxtil quanto o varejo brasileiro. Antes mesmo da formalização da medida, mais de 50 associações ligadas à indústria, comércio e varejo lançaram um manifesto conjunto contra o fim da tributação sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. “Entidades podem ir ao STF contra fim da taxa”, afirmou Edmundo Lima, presidente da Abvtex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), em entrevista à Mercado&Consumo.

Por enquanto, as entidades articulam uma reação em Brasília para tentar barrar a Medida Provisória no Congresso Nacional e, paralelamente, defendem a construção de um projeto de lei que reduza a carga tributária da cadeia produtiva doméstica. A avaliação do setor é de que não faz sentido zerar impostos sobre plataformas internacionais sem discutir mecanismos equivalentes para varejo e indústria nacionais. Segundo Lima, o grupo trabalha junto a parlamentares em diferentes frentes políticas. “Queremos igualdade de condições e justiça tributária”, disse.

Na avaliação da Abvtex, o fim da chamada taxa das blusinhas se soma a uma série de pressões já enfrentadas pela cadeia têxtil e de vestuário no Brasil, como juros elevados, consumo enfraquecido, avanço da informalidade, concorrência crescente das plataformas internacionais e discussões sobre o possível fim da escala 6×1 – tema que avançou nesta quarta-feira, 13, em Brasília com a sinalização de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, de que o projeto será votado – o que também vem gerando preocupação entre empresários pelo potencial aumento de custos trabalhistas.

Ao comentar esse conjunto de fatores, Lima afirmou que a retirada da tributação sobre compras internacionais de até US$ 50 pode aprofundar ainda mais o desequilíbrio competitivo enfrentado pela indústria e pelo varejo nacionais. “Esse cenário, somado ao fator 6×1, tem o poder de dizimar o setor de vestuário e moda no Brasil se não for revertido, especialmente no médio e longo prazo”, disse.

Impacto fiscal é bilionário. Na outra ponta, contas públicas em desequilíbrio

Lima também questiona o impacto fiscal da medida em um momento de forte pressão sobre as contas públicas, (80,1% do PIB) – atualização de abril, do Banco Central). Dados da Receita Federal mostram que, apenas entre janeiro e abril deste ano, o governo arrecadou cerca de R$ 1,7 bilhão com tributos ligados a compras internacionais realizadas em plataformas estrangeiras. Em 2025, a arrecadação anual com o imposto de importação sobre remessas internacionais de pequeno valor chegou a aproximadamente R$ 5 bilhões. Para o presidente da Abvtex, abrir mão dessa receita em um cenário de juros elevados, inflação persistente e necessidade de equilíbrio fiscal reforça a percepção de motivação política por trás da decisão. “A questão hoje é meramente política, com fins eleitoreiros”, afirmou.

O executivo disse que a diferença tributária entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras permanece elevada mesmo após a taxação criada em 2024. Segundo ele, enquanto varejo e indústria nacionais operam com carga próxima de 90%, plataformas internacionais passariam agora a recolher basicamente o ICMS. “Não há como competir em um ambiente tão assimétrico.”

Mercado&Consumo — A decisão do governo é negativa para a economia do País. Em que nível?
Edmundo Lima — É uma medida extremamente negativa para o varejo e para a indústria brasileira. O setor já vinha enfrentando juros elevados, inflação persistente, consumo mais fraco e concorrência desleal das plataformas internacionais. Ao zerar essa taxa, o governo adiciona mais um elemento de pressão justamente sobre micro, pequenas e médias empresas que já têm dificuldade de se manter competitivas.

Qual é hoje, literalmente, o principal movimento das entidades em Brasília?

Estamos articulando com parlamentares para tentar barrar a Medida Provisória no Congresso e também discutindo projeto de lei que reduza a carga tributária da indústria e do varejo nacionais. Não faz sentido zerar imposto para plataformas estrangeiras enquanto empresas brasileiras seguem operando com uma carga tributária extremamente elevada. Queremos igualdade de condições e justiça tributária.

O Hugo Mota disse hoje que a Casa deve votar a escala 6×1. Entende-se que há uma articulação pró-governo nesse momento. Caso nada aconteça no Congresso, existe possibilidade de judicialização?

Sim. Vamos usar todos os artifícios possíveis caso a medida avance. Existe discussão sobre questionamentos no STF porque entendemos que há um desequilíbrio concorrencial muito grave – um retrocesso. Mas nossa prioridade neste momento é a articulação política em Brasília para tentar reverter essa situação no Congresso. Estamos falando com alguns parlamentares, com Alcolumbre também. Temos recebido algumas sinalizações positivas. Sobre a escala, esse cenário, somado ao fim da taxa, tem o poder de dizimar o setor de vestuário e moda no Brasil se não for revertido, especialmente no médio e longo prazo

O setor considera a medida eleitoreira? Ano eleitoral. O parlamento também pode tirar proveito disso?

A questão hoje é meramente política, com fins eleitoreiros. Não existe sustentação técnica para uma medida como essa. Inclusive, tanto o Ministério da Fazenda quanto o Ministério da Indústria eram favoráveis à manutenção da taxa. O governo tenta melhorar sua imagem junto à população, mas isso pode gerar efeitos econômicos muito negativos mais à frente.

Qual é o risco real para o varejo de moda?

O impacto pode ser extremamente grave no médio e longo prazo. O segmento de vestuário e moda pode ser dizimado se isso não for revertido. Quando você soma juros altos, informalidade, plataformas internacionais operando com tributação reduzida e ainda a discussão sobre a escala 6×1, cria-se um ambiente muito difícil para empresas nacionais sobreviverem.

O governo argumenta que compras abaixo de US$ 50 têm impacto limitado. Vocês discordam?

Discorda totalmente. No mercado de moda, o ticket médio gira justamente abaixo de US$ 50. Isso significa que essas compras competem diretamente com o varejo brasileiro. O governo tenta legitimar uma medida que, do ponto de vista técnico, é irresponsável e amplia ainda mais a diferença competitiva entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras.

O consumidor pode migrar ainda mais para plataformas internacionais?

Certamente. As pessoas vão privilegiar plataformas internacionais em função de preços artificialmente reduzidos. O problema é que esse dinheiro deixa de circular na economia brasileira. Sem produção local, sem investimento e sem emprego, o próprio consumo doméstico começa a ser afetado no médio prazo.

Como fica a competitividade da indústria nacional sem a taxação?

Hoje o varejo brasileiro paga imposto de importação de 35%, além de PIS e Cofins. As plataformas internacionais praticamente zeram essa conta. Não há como competir em um ambiente tão assimétrico. Isso impacta diretamente uma indústria nacional que responde por cerca de 80% do consumo de vestuário no Brasil e que é formada majoritariamente por micro, pequenas e médias empresas.

O governo perde arrecadação com o fim da cobrança. Juridicamente, isso não poderia configurar renúncia de receita?

Sim. Só no ano passado, o governo arrecadou cerca de R$ 5 bilhões com imposto de importação sobre compras internacionais, segundo a Receita, que divulgou nesta semana que o País arrecadou R$ 1,7 bilhão nos quatro primeiros meses com a taxa. Isso mostra a aceleração sobre o ano passado, e se projetarmos o ano todo, seriam em torno de R$ 8 bilhões que deixarão de entrar nos cofres públicos. Em um momento em que o País enfrenta necessidade de arrecadação, juros elevados e desequilíbrio fiscal, abrir mão dessa receita parece contraditório. Isso reforça nossa percepção de que a decisão teve motivação política. E que podemos tentar reverter também via Judiciário.

Diante de tudo isso, a chance de crise é real, com fechamentos e desemprego, por exemplo?

Sem dúvida. Isso pode levar ao encerramento de atividades, aumento da informalidade, perda de investimentos e desemprego. O varejo e a indústria brasileiros já vinham sofrendo com um ambiente econômico muito difícil. A retirada da taxa aprofunda ainda mais essa pressão sobre toda a cadeia produtiva nacional.

Imagem: Divulgação/Abvtex

 

Postagem anterior

Governo e Câmara fecham acordo para fim da 6×1 e 40 horas semanais

Próxima Postagem

CVM condena Josué Gomes, da Coteminas, a multa de R$ 55 mil

Bruna Lencioni

Bruna Lencioni

Relacionados Posts

Por que as empresas estão treinando mais e aprendendo menos?
Artigos

Por que as empresas estão treinando mais e aprendendo menos?

9 de julho de 2026
Feriado de 9 de julho deve movimentar até R$ 2,6 bilhões em turismo e alimentação em São Paulo
Economia

Feriado de 9 de Julho deve movimentar até R$ 2,6 bilhões em turismo e alimentação em São Paulo

9 de julho de 2026
Japão: Ação da ispace dispara com plano de serviço lunar na Starship, da SpaceX
M&C Capital

Japão: Ação da ispace dispara com plano de serviço lunar na Starship, da SpaceX

9 de julho de 2026
PepsiCo supera expectativas de lucro e receita no 1º trimestre fiscal
M&C Capital

PepsiCo tem lucro líquido de US$ 2,98 bi e supera expectativas no 2º trimestre fiscal

9 de julho de 2026
Calçados Bibi aposta em experiência familiar de loja para acelerar expansão
Varejo

Calçados Bibi aposta em experiência familiar de loja para acelerar expansão

9 de julho de 2026
E aí, IA até no futebol?
Artigos

E aí, IA até no futebol?

9 de julho de 2026
5àsec lança 'New Locker' para oferecer serviço de lavanderia remoto e expandir rede no Brasil
Economia

5àsec aposta em armários digitais para ampliar presença fora das lojas

9 de julho de 2026
Amazonia Bio Group expande exportação e prepara chegada ao varejo
ESG

Amazonia Bio Group amplia exportação de superfrutos e prepara entrada no varejo brasileiro

9 de julho de 2026
Próxima Postagem
CVM condena Josué Gomes, da Coteminas, a multa de R$ 55 mil

CVM condena Josué Gomes, da Coteminas, a multa de R$ 55 mil

REDES SOCIAIS

NOTÍCIAS

Por que as empresas estão treinando mais e aprendendo menos?

Por que as empresas estão treinando mais e aprendendo menos?

9 de julho de 2026
Feriado de 9 de julho deve movimentar até R$ 2,6 bilhões em turismo e alimentação em São Paulo

Feriado de 9 de Julho deve movimentar até R$ 2,6 bilhões em turismo e alimentação em São Paulo

9 de julho de 2026
Japão: Ação da ispace dispara com plano de serviço lunar na Starship, da SpaceX

Japão: Ação da ispace dispara com plano de serviço lunar na Starship, da SpaceX

9 de julho de 2026
PepsiCo supera expectativas de lucro e receita no 1º trimestre fiscal

PepsiCo tem lucro líquido de US$ 2,98 bi e supera expectativas no 2º trimestre fiscal

9 de julho de 2026
Calçados Bibi aposta em experiência familiar de loja para acelerar expansão

Calçados Bibi aposta em experiência familiar de loja para acelerar expansão

9 de julho de 2026
E aí, IA até no futebol?

E aí, IA até no futebol?

9 de julho de 2026

Copyright © 2026 Gouvea Ecosystem.

Todos os direitos reservados.

  • Quem Somos
  • Gouvêa Ecosystem
  • Trabalhe Conosco
  • Anuncie na M&C
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo

Senha esquecida?

Recupere sua senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Conecte-se

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Editorias
    • Varejo
    • Economia
    • Retail Media
    • Serviços
    • Shopping centers
    • Supermercados
    • M&C Franchising
    • M&C Capital
  • Mercado&Tech
    • Tecnologia
    • Logística
    • E-commerce
    • Artigos Mercado&Tech
  • Mercado&Food
    • Foodservice
    • Abastecimento
    • Indústria
    • Artigos Mercado&Food
  • Opinião
    • Artigos
    • Colunistas
  • Especiais
    • Webcasts e Entrevistas
    • Web Stories
    • Revista M&C
    • Podcast M&C
    • Bora Varejar
    • Band News FM
  • Eventos
    • NRF Retail’s Big Show
    • NRA Show
    • Latam Retail Show

“A Mercado&Consumo possui parceria com o Grupo UOL, que utiliza "cookies" essenciais e outras tecnologias semelhantes para a coleta e processamento de dados, os quais são feitos nos termos da política de privacidade do Grupo UOL.”