O Visual Merchandising deixou de ser apenas uma execução estética de vitrine, layout e planograma para se tornar um alicerce estratégico dentro do ponto de venda, conectando marca, produto e experiência do consumidor.
Segundo Raphael Lima, diretor de Global Visual Merchandising da Kiehl’s, marca do grupo L’Oréal, quando essa integração não é bem orquestrada, gera fricção, confusão e perda de valor. Hoje, o Visual Merchandising começa muito antes da loja, com a construção da estratégia. Esse foi o principal ponto do executivo ao subir ao palco do Retail Executive Summit (RES), evento de fechamento da NRF delegação da Gouvêa Experience na NRF, diretamente de NY.
Lima atua na indústria de varejo de beleza há 12 anos, entre mercados, canais e diferentes culturas, e presenciou uma grande evolução no varejo físico. Ele destacou que o material sobre Visual Merchandising ainda é escasso, muito mais subjetivo que o mundo digital, baseado no “feeling” do que é atraente ou não dentro do ponto de venda.
Inteligência Artificial como catalisador
De acordo com o executivo, Inteligência Artificial não substitui o trabalho humano, mas funciona como um catalisador no Visual Merchandising.
“Hoje a gente tem ferramentas que conseguem consolidar a expertise das nossas equipes em várias áreas e entregar um output muito mais legível. A AI é uma ferramenta que dá muito mais condições de tomar decisão. Mais importante do que investir milhões em customização de uma ferramenta ou dominar a ferramenta perfeita é a ideia de começar hoje usando essas ferramentas justamente para o dia a dia”, explicou
Visual Merchandising no varejo
O varejo se tornou complexo demais para ser administrado em silos ou decisões lineares, e o Visual Merchandising evoluiu de uma execução visual para um sistema de organização de ideias com o objetivo de facilitar a decisão do consumidor no ponto de venda.
“A pergunta de amanhã não é mais como executar o melhor visual merchandising, mas sim como o visual merchandising pode ajudar nós como executivos, designers, criativos a tomar melhores decisões para então ajudar o consumidor a tomar as melhores decisões no ponto de venda”, conclui Lima.

Imagem: Shutterstock e ThinkUp















