O Grupo Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão no primeiro trimestre, um aumento de 160% em relação ao prejuízo de R$ 408 milhões de igual período do ano passado.
A piora do resultado, segundo a varejista, deveu-se principalmente a pressões financeiras em meio ao cenário de juros elevados no País. A receita líquida da varejista somou R$ 7,41 bilhões no trimestre, alta anual de 6,1%. Já o lucro bruto cresceu 6,5%, para R$ 2,24 bilhões.
Segundo o diretor financeiro (CFO) da varejista, Elcio Ito, parte relevante da piora do prejuízo veio da não constituição de Imposto de Renda diferido, efeito contábil sem impacto caixa, que representou cerca de R$ 370 milhões de variação na comparação anual.
ICMS
Promotores do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec) do Ministério Público de São Paulo investigam o suposto envolvimento de grandes companhias em um escândalo tributário de manipulação indevida de procedimentos fiscais do ICMS – esquema batizado ‘fura fila’ para restituição de créditos tributários. Investigadores da Operação Fisco Paralelo suspeitam que executivos de gigantes do mercado, como Posto Ipiranga, Casas Bahia, Carrefour, Grupo Caoa, Prensas Schuler, Center Castilho e Grupo Sinal, tenham participado de tratativas criminosas com auditores fiscais da Fazenda do Estado para obterem antecipação de valores.
O Grupo Casas Bahia esclarece que não foi notificado por qualquer autoridade competente sobre investigação envolvendo a Companhia em relação aos fatos narrados pela imprensa. A Companhia também desconhece qualquer relação entre ela e seus colaboradores, não havendo qualquer indício de irregularidades em seus procedimentos internos.
A empresa permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com eventuais investigações, nos termos da lei. Por fim, reforça seu compromisso com elevados padrões de governança e compliance, adotando controles rigorosos e contínuos para assegurar a integridade de suas operações.
Na avaliação dos investigadores, “o esquema supera, e muito, a concepção que se tinha inicialmente, assim em relação à sua complexidade, à quantidade de agentes envolvidos e empresas beneficiadas, como no volume de recursos que eles conseguiram movimentar ilegalmente”.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Júlia Pestana).
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