O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que o crédito subsidiado concedido pelo banco não compromete a política monetária brasileira. Segundo o executivo, problemas no sistema financeiro, como o caso envolvendo o Banco Master, têm impacto mais relevante sobre a taxa de juros.
“O que estraga a queda da Selic é um banco Master, que não foi fiscalizado e deu no que deu, um prejuízo de R$ 51 bilhões para o sistema financeiro”, afirmou Mercadante, em entrevista ao Canal Livre, da Band.
O presidente do BNDES ressaltou ainda que apenas 23% da carteira do banco possui algum tipo de subsídio e classificou esse volume como “irrelevante diante do mercado total de crédito da economia brasileira”.
Mercadante destacou a importância do crédito direcionado para setores considerados estratégicos, com destaque para o agronegócio, diante da alta do custo de insumos, como fertilizantes.
“A agricultura precisa de subsídio. E, num momento como esse, necessita mais”, afirmou. O preço dos fertilizantes subiu cerca de 50% com as guerras entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio, segundo Mercadante. Diante desse cenário, o executivo afirmou que é necessário ampliar investimentos na produção nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa do País.
Primeiro trimestre de 2026
O banco registrou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 17% sobre o resultado de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o lucro recorrente foi de R$ 15,6 bilhões, alta de 22% em relação a 2022 (R$ 12,5 bilhões).
O diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do banco, Alexandre Abreu, notou durante coletiva com a imprensa em São Paulo, que o anualizado é novamente o maior da história do banco de fomento.
O patrimônio líquido atingiu R$ 192 bilhões, em 31 de março de 2026, aumento de R$ 19,7 bilhões frente ao encerramento de 2025 em virtude do lucro líquido (incluindo vendas de ações) de R$ 3,9 bilhões no trimestre, e do efeito positivo do ajuste a valor de mercado de ativos (principalmente ações e debêntures) de R$ 15,8 bilhões, líquido de tributos.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Elisa Calmon).
Imagem: Agência Brasil















