O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu neste domingo, 17, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a 6×1. Depois de participar de uma corrida pelos 200 anos da Casa, o parlamentar disse que a ideia é construir um “texto de convergência” sobre o tema, que opõe o governo e a oposição.
“Vamos sentar para tentar fazer um texto de convergência”, disse Motta. “Essa matéria não pertence à oposição ou ao governo, ela pertence ao País. Se pudermos dar uma demonstração de unidade em torno desse tema, é mais uma demonstração que a Câmara dará de estar ligada ao que a população brasileira espera de nós.”
Segundo o presidente da Câmara, a ideia é que o texto vá a votação ainda em maio – isto é, esta semana. Uma comissão especial da Casa debate duas PECs sobre o tema. O setor privado tem defendido que haja um período de transição para o fim da escala 6×1, e a oposição já apresentou emendas para tentar criar esse prazo ou manter a jornada de 44 horas semanais em alguns casos.
O relator da comissão especial, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o parecer sobre a redução da jornada na próxima quarta-feira, dia 20.
Impactos econômicos
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, criticou o que chamou de “exagero” da presidência da Fiesp e de setores empresariais que atribuem ao fim da escala 6×1 o risco de desemprego e outros impactos econômicos negativos.
“Quando o presidente da Fiesp, quando documentos de herança empresariais exageram do diagnóstico do impacto da redução da jornada de trabalho … exagera que vai quebrar, que vai gerar desemprego, que vai gerar informalidade. Tudo isso nós já ouvimos em muitos momentos históricos do País e outros países do mundo”, disse o ministro em discurso destinado à lideranças sindicais.
Marinho participou de audiência pública da Câmara, em São Paulo (SP), evento integrado ao programa “Câmara pelo Brasil”, promovido pela comissão especial que debate o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no País.
Também estiveram presentes a ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado, Marina Silva (Rede), e o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Cícero Cotrim).
Imagem: Agência Brasil















