Brasil e Japão anunciaram nesta terça-feira negociações para um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul, segundo uma nota conjunta divulgada pelo bloco sul-americano após uma reunião entre os líderes dos dois países na França.
O Japão e o bloco econômico de países sul-americanos Mercosul concordaram em iniciar negociações para um Acordo de Parceria Econômica (APE), conforme o comunicado. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concordaram sobre o assunto em reunião ontem na França. Ambos estavam em visita ao País para a cúpula do G7.
O Japão espera expandir suas exportações de automóveis, peças relacionadas a automóveis e produtos agrícolas, florestais e pesqueiros para o bloco de cinco nações, informou o Mercosul em nota. O país asiático também espera usar a parceria para garantir suprimentos contínuos de minerais críticos, petróleo e outros recursos.
Taxações dos EUA
O presidente afirmou que não vai aceitar as últimas taxações dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros por respeito aos trabalhadores. A declaração foi feita durante a abertura do Conselhão, no Palácio do Itamaraty.
Lula disse ainda desejar ter um estudo sobre quanto ganha um trabalhador dos Estados Unidos para comparar com a realidade brasileira. A intenção de Lula é evidenciar que os americanos não possuem o direito de taxar o Brasil por supostas práticas comerciais desleais e suposta facilitação para a comercialização de produtos feitos com trabalho forçado.
“É preciso que vocês me apresentem um estudo urgente do quanto ganha um trabalhador americano, porque essa última imputação de taxa que eles colocaram para nós, nós não temos direito de aceitar por dignidade e respeito pelo o que nós fazemos aqui pelos trabalhadores brasileiros”, disse.
Lula também disse que deseja, neste estudo, saber quais são os direitos dos trabalhadores americanos. Ele disse ainda que os Estados Unidos possuem maior desmatamento que o Brasil.
“Quero saber quais são os direitos que os trabalhadores americanos têm para ver um tal de diretor financeiro impor multa por conta do desmatamento. Será que eles não percebem que eles já estão carecas?”
Com informação do Estadão de Conteúdo (Darlan de Azevedo).
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