Centro de distribuição do Mercado Livre passa por inspeção contra venda de itens sem registro

Produtos não registrados exibiam rótulos estrangeiros e alegações de saúde irregulares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou nesta quarta-feira, 18, uma fiscalização no centro logístico do Mercado Livre em Cajamar (SP), determinando a retirada imediata de produtos sem registro, irregulares ou fora das normas sanitárias, incluindo dispositivos médicos, cosméticos e alimentos. Ao todo, milhares de itens foram identificados e não poderão ser movimentados pela plataforma.

A ação teve como objetivo verificar a regularidade de produtos disponíveis para pronta entrega (“entrega Full”) e coibir anúncios que descumprissem regras sanitárias. Durante a fiscalização, os produtos irregulares foram retirados do estoque e os anúncios foram removidos do site da empresa.

Entre os problemas encontrados estão: produtos sem registro na Anvisa, rotulagem em idioma estrangeiro, ausência de certificação do Inmetro, composição irregular, indicações terapêuticas não permitidas e alegações de saúde não aprovadas.

“A fiscalização da Anvisa em marketplaces representa um novo campo de atuação para a vigilância sanitária, essencial para garantir que o avanço do comércio digital não comprometa a segurança da população”, afirma Daniel Meirelles Fernandes Pereira, diretor da Agência.

Produtos identificados com irregularidades:

  • Medidor de pressão: 1.677 unidades
  • Termômetro: 17
  • Tinta de tatuagem: 6
  • Oxímetro: 3
  • Lubrificante íntimo: 511
  • Pomada modeladora: 14
  • Suplemento alimentar: 19
  • Probiótico e enzimas digestivas: 270

Mercado Livre 

Diante da divulgação do balanço da fiscalização conduzida pela Anvisa, o Mercado Livre informou que está em constante aprimoramento com o objetivo de chegar o mais próximo possível de zerar a presença de qualquer produto irregular em sua plataforma.

A fiscalização resultou em apenas 0.34% de produtos retidos dos mais de 1 milhão de itens em estoque regulados pela agência que estão armazenados naquele centro de distribuição. Entre eles, não havia nenhum medicamento. A empresa reforça que já compartilhou os dados dos vendedores que tiveram seus produtos retidos, reafirmando sua postura colaborativa com a Anvisa.

Com informações do Gov.br. 
Imagem:  Shutterstock     

Redação

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