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8 peças-chave do engajamento

Engajamento é um tema que há muito tempo se discute entre as lideranças. É comum encontrarmos gestores apontando falta de engajamento da equipe como causa de baixos volumes de produtividade e resultados. Há uma certa confusão entre os termos engajamento e motivação. Motivação refere-se a um comportamento que vem de dentro do indivíduo – uma escolha que a pessoa faz de agir quando encontra um motivo que lhe trará benefícios. O engajamento é diferente. É a capacidade que as empresas e líderes têm de mobilizar as pessoas para que façam a coisa certa, no momento certo e da maneira certa. Certamente, as empresas que possuem estratégias de engajamento de seus colaboradores terão pessoas mais motivadas, pois terão o sentimento de sucesso na vida profissional.

Existem três vetores de engajamento. Um colaborador só está plenamente engajado quando é mobilizado por esses três vetores:

  • Admiração pela empresa/marca em que trabalha: geralmente, está associada à contribuição que essa empresa promove à sociedade ou comunidade local.
  • Liderança inspiradora: quando o colaborador enxerga que a(s) liderança(s) da empresa estão genuinamente comprometidas com o sucesso dos colaboradores.
  • Satisfação com as atividades desenvolvidas: é o prazer em trabalhar! Acontece quando as pessoas foram capacitadas plenamente para executar as tarefas de seu cargo/função e sabem que estão contribuindo para a empresa. Também tem relação com o perfil pessoal, pois as atividades do cargo devem ter afinidade com a personalidade e valores do indivíduo.

O atual momento de transformação do mundo requer uma detalhada revisão da estratégia de engajamento das empresas. Quais são as mudanças que ocorreram nos hábitos, valores e costumes da sociedade nesses meses de pandemia? Quais são os impactos da transformação digital nos processos operacionais das empresas? Quais são as novas competências que serão exigidas para se atuar em cada cargo? Quais são os valores que a sociedade incorporou nesse momento? Quais são as expectativas de contribuição que a sociedade demanda das empresas? Essas perguntas são apenas uma amostra de como ações de engajamento precisam ser repensadas para no “novo mundo”.

Aproveitando esse momento em que a vacinação contra Covid-19 já se iniciou e temos a expectativa de que as atividades econômicas retomem gradativamente a força, é preciso incorporar um plano de engajamento no planejamento estratégico das empresas. Destacamos abaixo oito peças-chave que devem ser contempladas nesse plano:

1. Sua atuação tem um propósito? Baseado em que ou quem?

As empresas que estabelecerem propósitos alinhados com a preocupação de desenvolver um Planeta melhor para se viver terão maior potencial de engajamento das pessoas (colaboradores e consumidores).

2. Quais são as prioridades que representam sucesso para a empresa?

Priorizar alta lucratividade para se fortalecer e ganhar mercado ou priorizar a manutenção de empregos e renda e valorizar as pessoas que fazem a empresa acontecer?

3. Todos sabem o que é esperado deles e a importância de seu trabalho?

Nesse momento de transformação digital, é comum que haja transformação nos cargos, funções e atividades de cada profissional. Novas descrições de cargos devem ser apresentadas e, principalmente, o quanto essas atividades são importantes para que seja alcançado o sucesso da equipe. Cada um entender a importância de seu papel faz com o que “sistema operacional” funcione.

4. Todos têm habilidade para entregar o que é esperado?

É preciso rever as competências exigidas em cada cargo, enxergar os pontos de desenvolvimento, elaborar um plano de capacitação e/ou desenvolvimento nas novas atividades e competências. No atual cenário transformado pela pandemia, ninguém está totalmente preparado para atuar.

5. Os resultados são planejados e avaliados?

Quais são os novos indicadores de sucesso de sua empresa? Quais são os parâmetros de sucesso que garantem o sucesso dos colaboradores? É preciso desenvolver um novo painel de controle para medir a eficiência e a eficácia das equipes.

6. As informações são ágeis para gerar aprimoramento contínuo?

Os colaboradores precisam receber informações precisas e de maneira ágil para que possam aprimorar suas habilidades, principalmente nas novas atividades e processos que foram incorporados à rotina operacional. A velocidade da informação, dando feedback ao colaborador, é uma exigência do mundo com a aceleração da transformação digital.

7. Todos estão estimulados a buscar os melhores resultados?

Desenvolva uma política de meritocracia! Nesse momento de revisão dos cargos e indicadores, vale pensar em remunerações variáveis atreladas ao sucesso na execução de novas competências que potencializam a transformação da empresa ao novo cenário e, consequentemente, maior produtividade.

8. Todos estão sempre conectados com a empresa?

É preciso estar conectado em dois sentidos: conexão emocional e conexão estratégica. A conexão emocional virá se você atuar nos pontos destacados acima, afinal você dará condições para as pessoas retomarem o sentimento de sucesso após longo período de incertezas na vida profissional. A conexão estratégica você conseguirá com o desenvolvimento de canais de comunicação que apresentem intensidade e relevância nas informações sobre a empresa e seus propósitos, potencializem o desenvolvimento de novas habilidades e melhoria de desempenho, via de mão dupla para troca de experiências entre as pessoas das mais diferentes esferas de trabalho na empresa (criando integração entre setores) e compartilhem boas práticas com reconhecimento de talentos. Afinal, a transformação digital não pode ser tratada apenas como incorporação de canais de vendas das empresas e deve avançar fortemente nas ferramentas de comunicação entre as pessoas que fazem as empresas acontecerem.

Quanto mais conectados, mais engajados!

Luiz Guilherme Baldacci é sócio-diretor da Friedman
Imagem: Bigstock

Luiz Guilherme Baldacci

Luiz Guilherme Baldacci

Guilherme Baldacci é sócio-diretor da Friedman, empresa da Gouvêa especializada em Gente, Gestão, Talentos e Treinamento. Baldacci possui mais de 25 anos de carreira focada no varejo e ampla vivência em gestão de operações em empresas de franchising e consultoria.

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