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Bleisure, nomadismo virtual e viagens-revanche: o turismo pós-vacina

Tendências foram apontadas em webinar de FOHB e Mercado&Consumo

Aproveitar viagens de negócios para passear, trabalhar remotamente de outra cidade – ou até outro país – e compensar o tempo de isolamento conhecendo novos lugares. Essas são algumas das tendências do turismo pós-vacina, segundo dados apresentados em um webinar realizado nesta quarta-feira (26) pelo FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil com o apoio da Mapie e da Phocuswright e com conteúdo organizado e mediado pela plataforma Mercado & Consumo.

A segunda edição da série “Trilhas de Conhecimento”, que será realizada mensalmente ao longo de 2021, teve como tema: “Bleisure, nomadismo virtual e viagens-revanche: você está preparado para o turismo pós-vacina?”. O foco foi debater o novo comportamento do viajante de lazer e de negócios.

O tema foi debatido por Orlando de Souza, presidente-executivo do FOHB; Carol Haro, fundadora e sócia-diretora da Mapie; e André Sena, CCO da Accor. Contou, ainda, com a participação do gerente da Equipotel, Daniel Pereira.

Durante a apresentação, Carol Haro mostrou que a pandemia acelerou as transformações tecnológicas que estavam previstas para os próximos anos, além de alterar a forma de relação entre os viajantes e os meios de hospedagem. Segundo a pesquisa Insights para o Turismo, publicada no final de 2020 pelo TRVL Lab, 35% dos respondentes afirmam terem estendido uma viagem de negócios nacional para aproveitar o destino a lazer – tendência conhecida como “bleisure”, que deverá se fortalecer conforma a vacinação avança.

André Sena destacou que, diante dessa realidade, a Accor trouxe para o Brasil, no começo deste ano, seu modelo de coworking, o Wojo. O Wojo Spot está disponível aos consumidores nas áreas comuns dos hotéis (lobby, bares e restaurantes), oferecendo ao cliente acesso gratuito a espaços de trabalho com conexão wi-fi.

“Na medida em que as pessoas podem trabalhar de qualquer lugar, que diferença faz que uma reunião seja feita de São Paulo ou de um hotel em Campos do Jordão ou de uma praia em Maceió? Já existia isso no imaginário das pessoas e a tecnologia veio para facilitar a materialização desse desejo”, comentou Orlando de Souza.

Wojo é o espaço de coworking da Accor

Nomadismo digital

A Covid-19 também mostrou que o nomadismo digital cresce a cada dia graças aos contratos de trabalho mais flexíveis e ao home office. Ou seja: com a possibilidade de trabalhar remotamente, profissionais das mais diversas áreas estão aproveitando para conhecer e visitar novos destinos.

Os dados apresentados por Carol Haro mostram que as próprias companhias têm essa percepção. Numa pesquisa realizada com empresas brasileiras de diversos portes, 84,21% disseram que encontraram soluções eficazes para o trabalho a distância e 78,95% afirmaram que a jornada de trabalho será mais flexível no futuro.

A fundadora e sócia-diretora da Mapie citou um exemplo icônico de iniciativas que têm sido feitas pelo mundo para estimular a prática: a Digital Nomads Madeira, uma “vila” direcionada para nômades digitais no arquipélago da Ilha da Madeira. O espaço foi criado a partir de uma parceria entre a Startup Madeira, o governo local e a empresa de consultoria Gonçalo Hall.

André Sena, da Accor, e Daniel Pereira, da Equipotel, salientaram as dificuldades na área de infraestrutura e barreira da língua como potenciais empecilhos para o Brasil se torne um destino desse tipo para estrangeiros, mas destacaram a hospitalidade do povo como o grande diferencial.

Outro ponto abordado no webinar foram as viagens-revanche. De acordo com a pesquisa Pulso Turismo Covid-19 do TRVL Lab, 47,85% dos brasileiros têm alta probabilidade de fazer uma viagem a lazer nos seis meses após receberem as vacinas. Os Estados do Nordeste apareceram entre os destinos de turismo nacionais preferidos; no exterior, os países da Europa lideram o ranking.

Digital Nomads Madeira, vila direcionada para nômades digitais

Trilhas de conhecimento

Feita para ser um ciclo de debates completo, a série “Trilhas de Conhecimento” será realizada em duas etapas: a primeira, seis encontros online no período de abril a outubro, disponibilizados também em formato de podcasts e reportagens. A segunda será o III Fórum Nacional da Hotelaria, no modelo de evento híbrido, em 18 de novembro de 2021, no Hotel Transamérica São Paulo.

O primeiro webinar, “A oferta cresce, mas e a demanda? Oportunidades e desafios dos hotéis no Brasil”, foi realizado no mês de abril, e contou com a participação do sócio-diretor da HotelInvest, Pedro Cypriano, que apresentou as conclusões da 15ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira, realizado pela HotelInvest em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

No evento, Cypriano destacou que o setor hoteleiro tem sido um dos mais afetados pelas restrições decorrentes da pandemia de Covid-19 no mundo, mas no Brasil o volume de novos projetos em desenvolvimento segue semelhante ao que foi registrado no período pré-pandemia. Isso mostra que os investidores seguem confiantes no potencial de recuperação do setor no médio prazo.

O encontro completo pode ser conferido no canal do FOHB no YouTube e um resumo dos principais momentos pode ser acompanhado nos canais de podcast da Mercado&Consumo.

Os eventos do FOHB contam com os mantenedores: Grupo R1, Elo, CVC Corp, Equipotel, Omnibees e Vega IT. Além dos patrocinadores: CNC, Novotel Morumbi e RCI e dos apoiadores ABIH, Adibra, BLTA, FBHA, Resorts Brasil, Sindepat e Unedestinos.

Imagem: Bigstock

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

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