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PK XD, da Aftervese, faz 2 anos com 50 milhões de usuários e parcerias com grandes marcas

Game da Afterverse, que pertence ao grupo Movile, aparece em acessórios da Pampili e camisetas Reserva Mini

Talvez você nunca tenha ouvido falar da Afterverse. Mas, se tem filho pequeno, é grande a chance de tê-lo ouvido pelo menos uma vez fazer um convite aos amigos: “Vamos jogar PK XD?” O game interativo para celulares e tablets acaba de completar dois anos como um dos maiores fenômenos do segmento. Antes de se ouvir falar de coronavírus e de as crianças ficarem em casa, já era acessado por 20 milhões de usuários por mês, mas foi do ano passado para cá que experimentou uma explosão – hoje, são 50 milhões de jogadores mensais -, parcerias com os maiores influencers do Brasil e com marcas de moda infantil como Pampili e Reserva Mini.

Inicialmente oferecido dentro do aplicativo PlayKids, o PK XD entrou para o guarda-chuva da Afterverse logo que o estúdio de games foi criado, em dezembro do ano passado. Afterverse e PlayKids fazem parte de um grupo muito maior, o Movile, holding que também controla o iFood e a plataforma de eventos Sympla, entre outras empresas.

“A Afterverse começou como um projeto interno que foi fomentado por investimentos da própria empresa e resultou em produtos completamente inovadores, como o PK XD, e foi se tornando cada vez maior. A proposta do PK XD é ser um mundo lúdico e interativo, e isso acabou sendo uma força muito grande no momento em que as pessoas estavam isoladas, porque permitiu que elas mantivessem contato”, conta o COO Felipe Hayashida.

 

Interação limitada

No game, as crianças entram num universo virtual em que pode mobiliar a própria casa, frequentar a escola, participar de competições e colecionar moedas e brindes. “É um ambiente em que o jogador consegue se socializar onde quer que esteja, por isso é um produto global, que atrai muita gente do Brasil, mas também do Sudeste Asiático, da Europa e da América Latina.” A interação com outros jogadores, mesmo com os amigos, é limitada a emojis e frases predefinidas. Os jogadores, mesmo se quiserem, não conseguem trocar informações pessoais.

A parceria feita com criadores de conteúdo, que fazem vídeos no YouTube compartilhando as histórias que criam naquele universo, ajudou a atrair mais jogadores. Serve também, de inspiração para que os criadores possam entender como melhorar o jogo, que tem atualizações semanais. Uma das parcerias mais recentes foi firmada no mês passado com a influenciadora mirim Valentina Pontes, que tem mais de 22 milhões de seguidores. Os usuários tiveram acesso a itens com as cores do arco-íris e alusões a unicórnios, como fones de ouvido, pôsteres, roupas e cama – tudo virtual, mas comprado com dinheiro de verdade dos pais pelo aplicativo.

“Tem se tornado um movimento natural no mercado de games esse intercâmbio entre mundos online e offline, real e virtual. Assim como produtos físicos são lançados com personagens dos jogos – veja nossa atual coleção de sapatos e acessórios do PK XD em parceria com a Pampili, por exemplo – o oposto também gera engajamento na comunidade, trazendo pessoas influentes do nosso dia a dia para o universo divertido do PK XD”, disse em nota, à época, Júlia Januário, Community Lead da Afterverse.

Além dos produtos da Pampili, os símbolos do jogo também aparecem em peças da Reserva Mini, marca do Grupo Reserva destinada ao público infantil. “As marcas cada vez mais percebem o valor do entretenimento interativo”, acredita Felipe Hayashida.

Felipe Hayashida, COO da Afterverse

Mercado de games

Outro sucesso da Afterverse é o game Crafty Lands, que segue a moda dos universos construídos em blocos e permite que o usuário explore diversos mundos e conheça, ao longo do caminho, personagens, pets e ferramentas de construção. Atualment,e o Crafty Lands tem cerca de 5 milhões de jogadores ativos por mês – um número ainda muito distante daquele do irmão mais popular, mas, nem por isso, menos impressionante.

Segundo pesquisa apresentada pela Nielsen, o mercado de games teve uma receita de US$ 126,6 bilhões em 2020. Os jogos para celular são o principal gerador de receita, sendo responsáveis por 58% do faturamento anual do setor. Dentre os jogos de celular, os que mais faturam são os jogos gratuitos, que contribuem com 78% da receita do segmento mobile.

Imagens: Divulgação e Reprodução

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

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