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Seis em cada dez bares e restaurantes não recuperaram as vendas pré-pandemia

Pesquisa aponta que endividamento caiu de 55% para 48% dos estabelecimentos

Mesmo com a retomada do setor, 63% dos bares, restaurantes, cafés e lanchonetes ainda não recuperaram as vendas em relação ao período pré-pandemia. Segundo a nova pesquisa da série Covid-19 realizada em parceria entre Associação Nacional de Restaurantes (ANR), a Galunion Consultoria e o Instituto Foodservice Brasil (IFB), outros 37% disseram ter superado a receita no mesmo período.

Realizado entre os dias 1º e 28 de novembro, o levantamento contou com 560 empresas de diversos perfis de redes a independentes, que representam 15.512 lojas.

Um dos destaques da pesquisa é a redução do endividamento das empresas, que passou de 55% em setembro para 48% em outubro. Entre os entrevistados, 78% disseram ter dívidas com os bancos, enquanto 48% estão com tributos em atraso.

“A boa notícia é que temos uma pequena melhora de alguns indicadores, como o número de empresas endividadas. Mas o processo de recuperação será longo. E ainda vivemos momentos de muita apreensão com o aumento de casos de covid-19 na Europa e a chegada dessa nova variante”, afirma Fernando Blower, diretor-executivo da ANR.

A pesquisa mostrou ainda que 53% dos bares e restaurantes esperam terminar com aumento do lucro em relação a 2020. Outras 20% disseram que seguem em estabilidade e 17% com prejuízo.

Para Paulo Camargo, presidente do IFB, a pesquisa mostra uma retomada gradual do setor, porém, algumas áreas ainda precisam de atenção para retornarem ao estágio da pré-pandemia. “Um ponto relevante é a consolidação dos canais de vendas digitais no foodservice. A pandemia acelerou essa tendência e agora os operadores devem estar mais atentos a esse novo desafio nos próximos anos”, diz.

Desafios para 2022

Entre os principais desafios para 2022, os destaques são atrair novos cliente e crescer nas vendas (68%) e a inflação (64%).

Para Simone Galante, CEO da Galunion e responsável pela pesquisa, 2022 começará como perspectivas mais positivas, embora haja ainda algumas incertezas. “Entre os eventos do final de 2021 e o Carnaval, devemos sentir a retomada do turismo, a continuidade da vacinação e o retorno mais amplo ao trabalho presencial, incentivando não somente o consumo pelos encontros sociais, mas também do almoço de conveniência”, diz.

Simone reforça que a inflação nos ingredientes e as dívidas geradas pela pandemia são fatores que demandarão muito foco e gestão neste momento.

Imagem: Shutterstock

Redação

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