O metaverso, o 5G e a nova liderança sob a ótica do varejo brasileiro

Temas foram debatidos no Interactive Retail Trends - Pós-NRF, evento híbrido realizado nesta terça

Metaverso, ESG, DE&I, omnicanalidade e tecnologia foram temas recorrentes do Retail’s Big Show deste ano, promovido em janeiro em Nova York (EUA). A forma como esses conceitos se encaixam no varejo brasileiro foi debatida em São Paulo, nesta terça-feira (1º), num evento que reuniu grandes executivos e especialistas no tema. O Interactive Retail Trends – Pós-NRF foi promovido de forma híbrida pela Gouvêa Experience, braço de eventos da Gouvêa Ecosystem, e contou com cobertura completa da Mercado&Consumo.

“Fizemos questão de pensar este evento de forma mais ambiciosa, para além do que foi mostrado na NRF e visitado nos Estados Unidos”, afirma Marcos Gouvêa de Souza, fundador e CEO da Gouvêa Ecosystem e publisher da Mercado&Consumo. “É fundamental olhar o que acontece lá fora e conhecer o que de melhor se faz no mundo, mas é muito importante, e fizemos isso ao longo do dia, valorizarmos o que temos aqui e olharmos a perspectiva brasileira de uma forma diferente, assumindo a responsabilidade que nós necessariamente temos de ter de sermos parte da solução e não do problema.”

Entre os palestrantes do Interactive Retail Trends, esteve o empresário Abilio Diniz, que destacou a necessidade de o país enxergar oportunidades em meio às adversidades causadas por inflação, desemprego e pandemia. “Este é um ano de olhar para o espelho e não olhar para a janela. Olhar para o espelho e perguntar: o que nós vamos poder fazer pelos nossos negócios?”, questionou.

O executivo afirmou ainda que outras questões com as quais o País tem de lidar atualmente não são exclusivas daqui. “A nossa inflação está acima de 10%, mas nos Estados Unidos está acima de 7%. Não podemos dizer que estamos bem, mas estamos próximos daquela que é considerada a maior economia do mundo. A Europa, que passou dez anos com deflação, agora tem inflação de 5%”, exemplificou.

Impacto do 5G no varejo

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, também fez uma palestra no evento e garantiu que o País está pronto para entrar na era do 5G – que, para ele, vai mudar completamente o varejo. Segundo Faria, o uso de drones para entrega de mercadorias, por exemplo, está entre as soluções que devem ser aceleradas pelo 5G. Para ele, o transporte autônomo vai impactar diretamente o varejo, principalmente nas entregas last mile, além dos centros de distribuição das companhias.

As mudanças nos meios de pagamento foram tema da apresentação de Pedro Coutinho, CEO da GetNet e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs). Ele pontuou que o setor de pagamentos no Brasil é muito seguro e está à frente do cenário norte-americano em alguns aspectos. Como exemplo, citou os cartões com chip, que estão entrando no mercado americano agora e já são muito conhecidos no cotidiano brasileiro.

Formas de repensar o varejo e a tecnologia para atender às expectativas e padrões de vida do novo consumidor foram tema da palestra do COO da Gouvêa Ecosystem, Eduardo Yamashita. “O consumidor evoluiu muito rapidamente nos últimos anos. Desenvolveu novos hábitos, novas prioridades e novas demandas. Nós também pensamos de um jeito diferente do que fazíamos há dois anos”, destacou o executivo, que dividiu o palco com a diretora comercial do Setor de Varejo do Grupo Globo, Tatiana Souza. Ela mostrou como a empresa que já foi uma mídia de massa se transformou numa multiplataforma digital e customizada.

Inspirando os colaboradores

Em meio a outros debates que completaram o dia, a CEO da Gouvêa Foodservice, Cristina Souza, conversou com Paulo Camargo, CEO da Arcos Dorados, franquia responsável pela operação do McDonald’s na América Latina e Caribe, sobre como inspirar os colaboradores. “Quem vai entregar ou não a experiência do cliente é o colaborador. Para isso, ele tem que ter a experiência dele. Temos focado muito nisso de diversas formas, uma delas é dar liberdade de errar”, disse Camargo.

Dar voz aos colaboradores faz parte também do S do ESG, que foi o tema da apresentação de Lyana Bittencourt, CEO do grupo Bittencourt. Lyana citou Carla Harris, vice-chairman do Conselho da Morgan Stanley, que falou, na NRF 2022, que a equidade nas empresas não acontece de forma automática. “Quando falamos de social, falamos de satisfação dos clientes e de um passo a mais. As empresas deveriam propor metas de curto prazo para ampliar essa equidade”, disse Lyana.

Na última palestra do dia, Luiza Helena Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza, falou sobre liderança, diversidade e ESG. Ressaltou que, para promover transformações, as pessoas precisam, elas mesmas, buscar as mudanças e agir. E alertou: as empresas que ignorarem o ESG ficarão pra trás.

Aiana Freitas, Larissa Féria e Marcelo Audinino
Imagem: Aiana Freitas

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