CNC registra saldo positivo de 204 mil novos estabelecimentos no varejo em 2021

Excluindo os MEIs (Microempreendedores Individuais), o setor encerrou o ano com 2.407.821 estabelecimentos ativos

O ano de 2021 marcou a retomada do consumo presencial. Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que utilizou como base os dados do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o cenário se mostra otimista quando se analisa o número de estabelecimentos abertos.

Segundo o levantamento, que contabiliza trimestralmente a quantidade de CNPJs ativos em todas as atividades do varejo, excluindo os MEIs (Microempreendedores Individuais), o setor encerrou o ano com 2.407.821 estabelecimentos ativos. Isso é o equivalente a um saldo positivo de 204,4 mil registros em relação a 2020.

O estudo também ressalta que, apesar da baixa base comparativa de 2020 e de outras tantas dificuldades, o faturamento real do setor aumentou 4,5%, a maior alta desde 2018. Esse número acaba compensando a retração de 1,4% registrada no ano anterior.

Retomada e recuperação

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destacou que 2021 representou a recuperação do comércio varejista. A flexibilização das restrições impostas ao varejo, especialmente após o fim da segunda onda da pandemia, e o avanço da vacinação contribuíram para a tendência de aumento da circulação de consumidores e estimularam o movimento de reabertura de estabelecimentos comerciais.

O indicador de mobilidade do Google também confirma essa análise. O relatório da plataforma apontou tendência de alta no fluxo de consumidores em estabelecimentos comerciais ao longo do ano passado. No fim de 2020, essa frequência se encontrava 29,4% abaixo do nível pré-pandemia.

Pequenos negócios

Dentre todas essas novas empresas, mais de 92% dos negócios abertos foram de micro ou pequenas empresas. Em dados gerais, esse tipo de estabelecimento representa 91,5% do total de lojas ativas no varejo brasileiro.

O setor de hiper, super e minimercados (54,09 mil), lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (38,72 mil) e lojas de vestuário, calçados e acessórios (28,34 mil) foram os segmentos que mais se destacaram no saldo positivo apurado em 2021. Esses segmentos representaram mais da metade das aberturas líquidas de estabelecimentos.

Ao analisar regionalmente, o Estado de São Paulo é o que mais registrou novos estabelecimentos, com 55,69 mil. Ele é seguido por Minas Gerais (18,38 mil), Paraná (15,16mil) e Rio de Janeiro (14,10 mil). Esses quatro Estados são responsáveis por mais da metade das lojas abertas em 2021.

“Ao contrário de 2020, quando o setor esteve sujeito a diversas medidas restritivas para tentar conter o agravamento da crise sanitária, os maiores obstáculos à retomada mais vigorosa do nível de atividade do comércio se concentraram na deterioração das condições econômicas”, disse Fábio Bentes, economista da CNC responsável pelo levantamento.

Imagem: Shutterstock

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