Vendas no varejo dos Estados Unidos devem crescer entre 6% e 8%, projeta NRF

Consumo deve crescer 3,5%, mesmo patamar esperado para o PIB

Maior associação comercial de varejo do mundo, a americana National Retail Federation (NRF) divulgou uma análise de seu economista-chefe, Jack Kleinhenz, sobre a situação do varejo para este ano e a projeção para 2023.

A NRF prevê que as vendas no varejo para 2022 aumentarão entre 6% e 8% nos EUA, atingindo patamar entre US$ 4,86 trilhões e US$ 4,95 trilhões. A previsão foi divulgada durante o evento virtual Anual State of Retail and the Consumer, onde líderes do setor de varejo discutiram o futuro do varejo.

Entre os principais desafios para a economia dos EUA em 2023, Kleinhenz ressalta a situação da pandemia e os impactos da inflação e da guerra na Ucrânia na economia do país. “Embora a situação da saúde pública tenha melhorado muito, o impacto da pandemia continua a se espalhar”, disse Kleinhenz, acrescentando que, na esteira da forte demanda do consumidor e da oferta restrita de bens de consumo, a inflação no país é a mais alta em 40 anos.

Kleinhenz destaca as incertezas associadas à guerra na Ucrânia e seu efeito na economia mundial. “Embora os Estados Unidos tenham um vínculo comercial limitado com a Rússia, a guerra continua ofuscando as notícias econômicas e pode ter um efeito potencialmente sério nos preços de energia e commodities, aumentando as preocupações com a inflação”, diz.

Consumo deve seguir crescimento do PIB

As observações de Kleinhenz baseiam-se na edição de abril do Monthly Economic Review da NRF. Segundo o estudo, o PIB dos EUA deve crescer 3,5% este ano e o consumo pessoal deve seguir na mesma proporção, bem acima dos níveis pré-pandemia.

Ainda segundo o relatório, 290 mil empregos estão sendo criados por mês nos EUA e a taxa de desemprego deve cair para 3,6%, perto da mínima de 50 anos registrada pouco antes da pandemia.

O relatório também analisa os aumentos das taxas de juros iniciados no mês passado pelo Federal Reserve para controlar a inflação. Segundo o estudo, o movimento tende a desacelerar os gastos com bens duráveis, incluindo imóveis e automóveis. Mas Kleinhenz acredita que a economia americana é forte o suficiente para suportar os aumentos.

“Dadas as recentes perturbações geopolíticas, é provável que haja alguma redefinição das economias dos EUA e do mundo e que empresas e consumidores sejam afetados. Mas é muito cedo para dizer quanto ou por quanto tempo”, disse Kleinhenz.

Imagem: Photointoto / Shutterstock.com

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