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Home Economia

Ex-OpenAI, Sam Altman vai trabalhar agora na Microsoft

O anúncio foi feito pelo executivo-chefe da Microsoft, Satya Nadella, em mensagem publicada no X (ex-Twitter)

Redação de Redação
21 de novembro de 2023
no Economia, Gestão, Notícias
Tempo de leitura: 4 minutos
Sam Altman Oklo

Demitido na sexta-feira, 17, do comando da OpenAI, Sam Altman já tem um novo emprego: ele e Greg Brockman, que renunciou ao cargo de presidente do conselho da startup americana, se uniram para liderar uma nova equipe de pesquisa avançada em inteligência artificial na Microsoft. O anúncio foi feito pelo executivo-chefe da Microsoft, Satya Nadella, em mensagem publicada no X (ex-Twitter).

Com o ChatGPT, Altman se tornou a face do momento da inteligência artificial, e construiu a companhia como uma das startups mais valiosas no setor de tecnologia. Também foi crucial para a relação próxima com a Microsoft, que se tornou bastante dependente de sua tecnologia e segue como principal investidor da OpenAI, com uma fatia de 49%.

Nos últimos anos, a companhia realizou aportes da ordem de US$ 13 bilhões na startup, sendo a primeira gigante da tecnologia a integrar seus serviços (como o Bing) ao ChatGPT. Em resposta ao anúncio divulgado por Nadella no X, Altman respondeu que “a missão continua”.

Ao justificar a demissão de Altman, a OpenAI disse que ele “não era consistentemente sincero em suas comunicações” com o conselho de administração, que havia perdido a confiança em sua capacidade de liderar a startup. Durante o fim de semana, ainda houve uma nova conversa entre as partes, mas sem acordo. Nesta segunda, 20, a OpenAI apontou Emmett Shear, ex-executivo-chefe da Twitch, como novo CEO, no lugar de Mira Murati (que comanda a área de tecnologia).

Em outro lance depois da saída de Altman, funcionários da startup ameaçam se demitir da companhia caso os atuais diretores não abandonem seus cargos imediatamente. Em carta, eles acusam o conselho de boicotar a empresa, colocar em risco a missão da OpenAI e de falhar com seus deveres de supervisionar a startup.

Esses funcionários afirmam ainda que vão se demitir e se juntar à Microsoft, que “nos garantiu que há vagas para todos os funcionários da OpenAI em sua nova subsidiária caso exista a decisão de nos juntar”. Cerca de 700 pessoas assinam a carta, de um total de 770 trabalhadores da OpenAI.

Entre os signatários da carta, está Ilya Sutskever, cientista-chefe da OpenAI, fundador da empresa e a quem supostamente foi atribuída a decisão de expulsar Altman da companhia na sexta-feira. Também em mensagem no X, ele escreveu: “me arrependo profundamente da minha participação nas ações do conselho”. “Amo tudo o que construímos juntos e farei tudo o que puder para reunir a companhia.”

Início

Em 2015, Sutskever deixou um emprego no Google e ajudou a fundar a OpenAI ao lado de Altman, Brockman e do executivo-chefe da Tesla, Elon Musk. Eles criaram o laboratório como uma organização sem fins lucrativos, afirmando que, ao contrário do Google e de outras empresas, ele não seria movido por incentivos comerciais. Eles prometeram criar o que é chamado de inteligência artificial geral (AGI, na sigla em inglês), uma máquina que pode fazer tudo o que o cérebro humano faz.

Altman transformou a OpenAI em uma empresa com fins lucrativos em 2018, e negociou um primeiro investimento no valor de US$ 1 bilhão da Microsoft. A startup ainda era administrada por um conselho sem fins lucrativos. Investidores como a Microsoft recebem lucros da OpenAI, mas seus ganhos são limitados. Qualquer valor acima do limite é canalizado de volta para a organização sem fins lucrativos.

Divisão

A demissão de Altman chamou a atenção para uma antiga divisão na comunidade de IA entre pessoas que acreditam que a tecnologia é a maior oportunidade de negócios em uma geração e outras que se preocupam com o fato de que avançar rápido demais pode ser perigoso. E a votação para removê-lo mostrou como um movimento filosófico dedicado ao medo da IA havia se tornado uma parte inevitável da cultura tecnológica.

Desde que o ChatGPT foi lançado, há quase um ano, a inteligência artificial capturou a imaginação do público, com a esperança de que pudesse ser usada para trabalhos importantes, como pesquisa de medicamentos ou para ajudar a ensinar crianças. No entanto, alguns cientistas e líderes políticos de IA se preocupam com seus riscos, como a extinção de empregos automatizados ou a guerra autônoma que cresce além do controle humano.

O receio de que os pesquisadores de IA estejam criando algo perigoso tem sido uma parte fundamental da cultura da OpenAI. Seus fundadores acreditavam que, por entenderem esses riscos, eram as pessoas certas para construí-la.

Na manhã de sábado, 18, a empresa estava um caos, de acordo com o relato de vários funcionários, que estavam lutando para entender por que o conselho tomou a decisão. “Tenho certeza de que todos vocês estão confusos, tristes e talvez com algum medo”, disse Brad Lightcap, diretor de operações da OpenAI, em um memorando aos funcionários da empresa. “Estamos totalmente focados em lidar com isso, buscando uma resolução e clareza, e voltando ao trabalho.”

‘Processo mal conduzido’, diz novo CEO de startup

O novo CEO da OpenAI, Emmett Shear, disse ontem que vai investigar a demissão do cofundador Sam Altman e trabalhar para reformar a administração da empresa. O executivo assumiu dois dias depois de Mira Murati, chefe de tecnologia da empresa, ficar no cargo em caráter emergencial.

Os acontecimentos ocorrem depois de um fim de semana de especulação sobre como a dinâmica do poder se desenrolaria na OpenAI, cujo chatbot deu início à mania da IA generativa ao produzir textos, imagens, vídeos e músicas.

Shear, de 40 anos, é fundador da plataforma de streaming de games Twitch, e agora assume o cargo de CEO da empresa de IA. Em uma postagem no X (ex-Twitter), ele escreveu que contrataria um investigador independente para analisar o que levou à demissão de Altman e escrever um relatório dentro de 30 dias.

“Está claro que o processo e a comunicação em torno da remoção de Sam foram muito mal conduzidos, o que prejudicou seriamente nossa confiança”, escreveu Shear. Ele disse que também planeja, no próximo mês, “reformar a equipe de gerenciamento e liderança à luz das recentes saídas para formar uma força eficaz” e conversar com funcionários, investidores e clientes.

Depois disso, Shear disse que “conduzirá mudanças na organização”, incluindo “mudanças significativas de governança, se necessário”. Ele observou que o motivo que levou a diretoria a remover Altman não foi um “desacordo específico sobre segurança”.

Com informações de Estadão Conteúdo 
Imagem: Shutterstock 

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Um estudo divulgado esta semana pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aponta que a substituição da produção automotiva completa no Brasil pela montagem de kits importados pode eliminar 69 mil empregos diretos no país e afetar 227 mil postos indiretos ao longo da cadeia produtiva. Segundo o estudo, a ampliação do uso dos regimes CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down) como modelos de montagem pode trazer diversos impactos para o setor automotivo do país, com reflexos não somente no emprego, mas também para os fabricantes de autopeças e para as exportações. “O levantamento estima ainda uma perda econômica de até R$ 103 bilhões para os fabricantes de autopeças e uma redução de aproximadamente R$ 26 bilhões na arrecadação de tributos em um único ano. As perdas nas exportações de veículos seriam de R$ 42 bilhões em um ano, prejudicando a balança comercial do país”, destaca a Anfavea. No modelo CKD, o veículo é importado totalmente desmontado e, no Brasil, passaria por sistemas de soldagem, pintura e integração de componentes. Já no regime SKD, o veículo é importado quase pronto, em grandes conjuntos, com uma montagem local mais simples e menor complexidade industrial. Atualmente, a montadora chinesa BYD opera no Brasil principalmente no modelo SKD, que é utilizado em sua fábrica de Camaçari (Bahia), inaugurada no ano passado. Pressão Em meados do ano passado, o governo federal autorizou uma cota adicional de US$ 463 milhões, com Imposto de Importação zerado, para veículos elétricos e híbridos desmontados. Válida até o dia 31 de janeiro, a medida acabou beneficiando a BYD e gerando muitas críticas de montadoras tradicionais no país como a Toyota, a General Motors, a Volkswagen e a Stellantis, que são representadas pela Anfavea. Com o prazo próximo de vencer, a Anfavea decidiu pressionar o governo federal para que não seja renovado o benefício de isenção de Imposto de Importação sobre veículos eletrificados desmontados. “SKD e CKD não são processos prejudiciais em si. Muitas montadoras iniciaram suas operações no Brasil por esses modelos, recolhendo os devidos impostos e estruturando, a partir disso, sua produção local. Outras valem-se do modelo para atender nichos de mercado. O problema é manter incentivos para a simples montagem em alto volume sem exigência de aporte de valor nacional, o que ameaça a sobrevivência da indústria de alta complexidade e a geração de empregos qualificados no país”, defende o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Segundo ele, a indústria já instalada no país e de modelos mais tradicionais está preparada para competir com os novos regimes, mas se houver condições similares. “A Anfavea e suas associadas não temem a concorrência. O setor recebeu, ao longo das últimas décadas, diversas marcas internacionais dispostas a investir e competir no Brasil. O que se busca é um ambiente competitivo justo, com regras iguais para todos”, diz Calvet, em nota. Em um manifesto publicado em seu site, a Anfavea reafirma ser contra a renovação da isenção da importação de kits para a fabricação em alto volume no país. “[Essa isenção] pode parecer uma solução vantajosa no curto prazo, mas não constrói uma indústria forte. Modelos produtivos simplificados não desenvolvem cadeias locais, não geram o mesmo nível de empregos e não deixam o mesmo valor no país. E, no longo prazo, fragilizam aquilo que levou décadas para ser construído. Somos a favor da concorrência sem distorções e com coerência regulatória”, diz a associação. Procurada pela Agência Brasil, a BYD ainda não se manifestou sobre o assunto. Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou, por meio de nota, que “o sistema de cotas para importações de CKD e SKD termina neste mês de janeiro e não há, até o momento, nenhum pedido do setor para renovação da medida”.

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