Nuvemshop mira R$ 20 bilhões em vendas de parceiros e mantém IPO no radar

Campanha vai investir R$ 1milhão em mídia para atrair 16 milhões de consumidores a e-commerce de parceiros

Com marcas como King Sneakers, Maismu, Approve, Alcet, Short Score e Wishin, a Nuvemshop, plataforma de e-commerce que reúne 180 mil marcas em toda a América Latina, estima alcançar um volume de vendas (GMV) de R$ 20 bilhões em 2026, após registrar R$ 15 bilhões no ano anterior.

De origem argentina, DNA brasileiro e operação em mercados como México, Argentina, Colômbia e Chile, a Nuvemshop aposta no crescimento do modelo de venda direta ao consumidor (D2C), que permite aos fabricantes e varejistas manter a gestão da experiência de compra, da comunicação com os clientes e dos dados gerados pelas transações.

“As marcas estão entendendo que o online não pode depender de um terceiro e, por isso, precisam construir seu próprio relacionamento direto com o consumidor”, afirma Alejandro Vázquez, presidente e cofundador da Nuvemshop.

Nos últimos 12 meses, 15 milhões de consumidores realizaram compras em lojas parceiras da companhia, número que equivale a quase 2% de participação no e-commerce brasileiro. A meta da empresa para os próximos 5 a 10 anos é processar 10% do e-commerce da América Latina e potencializar 1 milhão de marcas.

Campanha mira 16 milhões de consumidores

Para ampliar a visibilidade das marcas que operam na plataforma, a partir desta segunda-feira, 22, a Nuvemshop vai investir R$ 1 milhão em ações de marketing em plataformas como Google e Meta, além da mobilizar mais de 200 influenciadores no Instagram e TikTok.

Batizada de Nuvemshop Week, a campanha vai reunir mais de mil marcas, com a expectativa de impactar 16 milhões de consumidores e contribuir para um aumento de até 20% nas vendas dos participantes.

“Sugerimos que as marcas façam algum tipo de promoção para gerar maior interesse dos consumidores e incentivem a visita ao e-commerce. Sabemos de marcas que vão oferecer descontos de até 50% e incluir produtos best-sellers. A estratégia, porém, fica a critério de cada marca; nós não impomos nada”, explica Vázquez.

Do marketplace ao D2C

Fundada em 2011, a Nuvemshop surgiu como um marketplace integrado às redes sociais, com a proposta de tornar as transações online mais seguras por meio das conexões entre usuários. O modelo, porém, foi reformulado ainda naquele ano. Segundo Vázquez, a empresa identificou que as marcas buscavam uma alternativa aos marketplaces para vender diretamente aos consumidores.

“As marcas não queriam mais um marketplace. Elas queriam uma forma simples, com autonomia e financeiramente eficiente, de vender direto ao consumidor, sem intermediários. Isso abriu os nossos olhos, nos fez pivotar o modelo e começar parte do que a Nuvemshop é hoje”, diz.

Entre 2011 e 2021, a companhia concentrou sua atuação no desenvolvimento da plataforma de e-commerce. Inicialmente voltada para pequenos negócios, a solução passou a atender também grandes marcas. Durante a pandemia, em 2021, a empresa captou US$ 600 milhões em duas rodadas de investimento. Com os recursos, a companhia passou a investir em áreas como logística, pagamentos e atendimento.

“Começamos a investir naqueles pilares que são os grandes desafios estruturais do varejo brasileiro. Que, se não resolvermos, as marcas vão ficar para trás e terão dependência absoluta dos marketplaces, pelo menos nas vendas online. O que isso significa? Começar a investir em logística, em melhores condições de pagamento para o consumidor”, conta. 

Abertura de capital permanece no radar

Brasil e México lideram os planos da Nuvemshop para o próximo ciclo de expansão nos próximos 5 anos. Segundo Vázquez, ainda há milhões de varejistas nesses países que não operam canais próprios de venda online, o que sustenta os planos de expansão da companhia na região.

Apesar de não ser uma prioridade no momento, a abertura de capital, por meio de um IPO, não está descartada nos médio e longo prazos.

“O IPO não uma necessidade nem um objetivo de curto prazo. Hoje, nosso foco está em continuar construindo o melhor produto para as marcas do varejo, para que elas possam ser cada vez mais competitivas e ter um negócio lucrativo. Mas o IPO não está descartado. No médio e longo prazo, vamos nessa direção, sem dúvidas”, destaca.

Imagem: Envato

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