Escala 6×1: nove em cada dez empresas ainda não estão totalmente preparadas para mudanças

Levantamento da Catho mostra desafios como revisão de jornadas, reforço de equipes e investimentos em produtividade

Escala 6x1: nove em cada dez empresas ainda não estão totalmente preparadas para mudanças

Nove em cada dez empresas não se consideram totalmente preparadas para uma eventual alteração na escala 6×1, mostra pesquisa realizada pela Catho. A maioria afirma estar apenas parcialmente preparada, pouco preparada ou nada preparada para lidar com um novo cenário.

A necessidade de adaptação aparece de forma ainda mais clara quando as empresas são questionadas sobre seus planos. Segundo o levantamento, 62,8% afirmam que precisarão promover mudanças na operação, revisando a organização das equipes, a distribuição das jornadas e os processos internos para manter a continuidade das atividades.

Na prática, a principal estratégia será reorganizar a força de trabalho. Cerca de 38% das empresas pretendem redistribuir escalas e jornadas, enquanto 10% planejam ampliar o quadro de colaboradores para atender às novas demandas. Embora a contratação de profissionais não seja a principal alternativa, o dado indica que uma eventual mudança na escala 6×1 poderá estimular a geração de empregos em determinados setores.

Por outro lado, o levantamento revela que muitas organizações ainda não definiram como irão conduzir essa transição. Quase três em cada dez empresas (29%) afirmam que ainda estão estruturando suas estratégias para responder a um eventual novo modelo de jornada.

Segundo Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora da Catho, a discussão vai muito além da simples redução ou reorganização dos dias de trabalho. “A pesquisa mostra que o debate sobre uma eventual mudança na jornada de trabalho envolve muitos pontos além da escala em si, como planejamento, capacidade de adaptação e revisão de processos, ao mesmo tempo que as empresas precisam equilibrar produtividade e bem-estar dos colaboradores.”

Desafio da escala 6×1 vai além da jornada

Entre as principais preocupações apontadas pelas empresas estão a adaptação da operação, a manutenção da produtividade, a cobertura das escalas de trabalho e a revisão dos processos internos para preservar a eficiência e a qualidade do atendimento ao cliente.

Na avaliação da executiva, as organizações que iniciarem esse planejamento antecipadamente terão mais condições de reduzir impactos caso a mudança na escala 6×1 seja implementada. “O momento de planejamento é agora. As empresas que começarem a revisar processos e investir em uma gestão mais estratégica das equipes estarão mais preparadas para adaptar suas operações com menos impacto, preservando tanto a produtividade quanto a experiência dos colaboradores.”

Entre as iniciativas recomendadas estão o mapeamento das atividades que exigem maior cobertura operacional, a revisão das escalas de trabalho, a redistribuição das equipes conforme a demanda, a automação de tarefas repetitivas e o acompanhamento de indicadores de produtividade. Para Patricia Suzuki, o objetivo não deve ser apenas atender às exigências de uma eventual mudança na escala 6×1, mas aproveitar o processo para construir operações mais eficientes e sustentáveis.

Imagem: Envato

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