As passagens aéreas tiveram alta de 7,24% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) de junho, informou nesta quinta-feira, 25, o IBGE. O item representou, sozinho, um impacto de alta de 0,05 ponto porcentual ao índice cheio. No mês, o IPCA-15 como um todo variou 0,41%, desacelerando o ritmo de elevação em relação a maio (0,62%).
A alta das passagens aéreas impediu uma queda maior no grupo Transportes, que teve deflação de 0,03% no mês, puxada pelos recuos nos combustíveis. Além das passagens aéreas, também houve alta, dentro de Transportes, em ônibus urbano (1,18%); automóvel novo (0,42%).
Passagens mais baratas
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o governo federal continuará adotando medidas para reduzir o custo das passagens aéreas no País. Apesar de destacar a queda recente das tarifas, o ministro reconheceu que os preços ainda são elevados para parte dos passageiros.
“As medidas que foram tomadas ao longo dos anos, desses últimos três anos, fizeram com que a aviação brasileira pudesse ter uma curva de crescimento ano a ano, e as tarifas médias pudessem baixar, podemos baixar mais, podemos, queremos e estamos trabalhando para isso”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, da EBC.
Ele afirmou que as tarifas médias registraram aumentos sucessivos entre 2019 e 2022, mas passaram a cair a partir de 2023. “A gente vinha numa curva de crescimento no governo passado da tarifa média, ano a ano houve crescimento. A partir do atual governo, nós tivemos três anos de quedas significativas ano a ano da tarifa média.”
Franca atribuiu o resultado a iniciativas voltadas para a redução dos custos operacionais das companhias aéreas, como a desoneração tributária sobre o querosene de aviação (QAV), o adiamento de tarifas de navegação aérea e a criação de linhas de financiamento para o setor.
O ministro também defendeu a importância do transporte aéreo para a integração nacional e para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, a expansão da aviação beneficia tanto o turismo quanto a mobilidade de pessoas e empresas.
“A aviação no Brasil não é um luxo. A aviação no Brasil é uma necessidade … Nós temos um país com dimensões continentais. A aviação conecta pessoas, conecta negócios e conecta o turismo doméstico”, disse.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Daniel Tozzi).
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