O varejo de artigos usados e as lojas de conveniência lideraram o ranking do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de São Paulo (Sindilojas SP) com as maiores taxas de rotatividade, ambos com índices superiores a 90%. Na sequência, destacaram-se o varejo de bebidas, com rotatividade próxima de 85%, além das lojas de variedades e do comércio de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal, cujas taxas se aproximaram de 80%.
Para o levantamento, a entidade analisou 75 subsetores que, juntos, empregaram mais de 611 mil trabalhadores com carteira assinada em 2025, e identificou segmentos com níveis extremamente elevados de turnover.
Entre os segmentos de maior peso em emprego, os números também chamam atenção. Minimercados, mercearias e armazéns registraram taxa de rotatividade de 77,8%, enquanto o varejo de vestuário e acessórios apresentou índice de 71,8%. Juntas, essas duas atividades concentram quase 100 mil postos formais na cidade, o que amplia os impactos operacionais e econômicos associados à alta rotatividade.
O movimento observado no varejo acompanha a tendência verificada no mercado de trabalho mais amplo. No Estado de São Paulo, considerando todos os setores econômicos, a taxa de rotatividade alcançou 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. O aquecimento do emprego formal ajuda a explicar essa dinâmica. Ao fim do ano passado, a taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,1%, o menor resultado da série, indicando um mercado de trabalho mais favorável ao trabalhador.
De acordo com o Sindilojas SP, contextos de maior geração de vagas tendem a estimular a mobilidade profissional. Com mais oportunidades disponíveis, trabalhadores se sentem mais seguros para buscar melhores salários, benefícios ou condições de jornada, o que amplia os desligamentos voluntários e intensifica o ciclo de contratações. Esse comportamento é particularmente visível em setores intensivos em mão de obra, como o comércio varejista.
Imagem: Envato















