As 10 fraudes corporativas mais comuns dentro das empresas

Furto, desvio financeiro e corrupção estão entre as práticas mais recorrentes

As 10 fraudes corporativas mais comuns dentro das empresas

Falar sobre fraudes dentro das empresas é sempre um tema complexo. Embora todos saibam que elas ocorrem com frequência, na maioria das vezes não são documentadas nem punidas internamente.

“A fraude, em regra, é praticada por funcionários ou terceiros envolvidos e consiste, entre outras práticas, em desvios financeiros, relatórios com omissões de receitas ou aumento de despesas, desvios de itens de estoque e falsificação de compras”, explica José Augusto Barbosa, sócio da Audcorp, empresa especializada em auditoria.

Confira as 10 principais fraudes cometidas dentro de uma empresa:

  1. Furto: muito comum nas organizações, pode envolver desde pequenos itens, como materiais de escritório, até desvios de grande proporção.
  2. Apropriação indébita: ocorre quando o colaborador, já de posse de um bem da empresa, passa a tratá-lo como seu, como computadores e outros maquinários. Diferentemente do furto, nesse caso o agente já possui a posse ou detenção do bem.
  3. Desvio financeiro: bastante recorrente nas áreas financeira e comercial, acontece quando recebíveis são direcionados para contas pessoais, por exemplo. A prática é facilitada pela ausência de sistemas de controle.
  4. Desperdício voluntário: colaboradores desmotivados ou sem comprometimento permitem perdas financeiras ou de materiais por negligência, mau uso ou desmazelo.
  5. Corrupção: pode assumir diferentes formas, como suborno, propina ou superfaturamento. Inclui situações em que alguém solicita vantagem financeira para fechar negócios ou liberar atividades sob sua responsabilidade.
  6. Fraudes em gastos pessoais: quando o colaborador utiliza recursos da empresa em benefício próprio, como o uso do carro corporativo para fins pessoais, despesas particulares no cartão corporativo ou abastecimento de veículo próprio com vale combustível empresarial.
  7. Extravio ou falsificação de recibos e comprovantes: ocorre quando comprovantes de despesas corporativas são perdidos ou falsificados para gerar reembolsos maiores do que os gastos reais. A ausência de tecnologia de controle aumenta esse risco.
  8. Despesas não autorizadas: acontecem quando colaboradores extrapolam gastos em viagens corporativas, adquirindo serviços desnecessários, especialmente na falta de políticas claras de reembolso e viagens.
  9. Despesas duplicadas: situação em que a mesma nota fiscal é utilizada mais de uma vez para solicitar reembolso. É comum em empresas que fazem conferência manual dos recibos.
  10. Despesas escondidas: ocorre quando, em serviços externos, o colaborador solicita a inclusão de itens diferentes na nota fiscal para ocultar gastos não permitidos, como bebidas alcoólicas e cigarros.

“As principais fraudes geralmente ocorrem nas áreas em que há maior circulação de recursos financeiros, especialmente no caixa, estoques e contas a receber de clientes”, afirma Barbosa.

Como identificar fraudes?

Segundo Barbosa, as empresas podem identificar a ocorrência de fraudes a partir de alguns indícios, como:

Após serem detectadas, as fraudes podem gerar ações em duas frentes distintas: a trabalhista e a criminal, com o objetivo de apurar responsabilidades e a prática de crimes.

Imagem: Envato

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