Utensílios ao foodservice: Schipper Brasil projeta crescer 20% com impulso do turismo e restaurantes

Turismo e foodservice em alta são prato cheio para operadoras de enxoval profissional de cozinha. Na Fispal, entre as novidades, se destaca a porcelana turca com garantia vitalícia contra lasca de borda

A Schipper Brasil, empresa especializada em utensílios para foodservice, hotelaria e hospitais projeta crescimento de 20% em 2026 após registrar recorde de faturamento no ano passado. A companhia, de Brasília, com escritório também em São Paulo, é um dos principais players do setor no País e fornece para as principais redes de hotéis e restaurantes. Comercializa em torno de 100 mil pratos por mês, disse o sócio-diretor Frank Kreppel à Mercado&Consumo durante a Fispal Foodservice 2026. “São mais de 1 milhão por ano. Prato é uma das principais dores do foodservice”. Ele atribui o bom desempenho da companhia ao impulso da alimentação fora do lar, do turismo e da hotelaria brasileira, especialmente. Faz sentido quando observa-se o cenário de crescimento do turismo e da hospitalidade. O País encerrou 2025 com recorde histórico de 9,3 milhões de turistas internacionais. Já entre janeiro e abril deste ano, os turistas estrangeiros movimentaram R$ 20,2 bilhões na economia brasileira, alta de 9,2% sobre o mesmo período de 2025, de acordo com dados do Banco Central divulgados pelo Ministério do Turismo.

A hotelaria, por consequência, avançou no período. Segundo levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), o setor fechou 2025 com crescimento de 2,1% na ocupação, diária média (10,5%) e RevPAR (12,8%), reforçando a aceleração da demanda em operações ligadas à hospitalidade.

Kreppel afirmou que houve uma mudança de comportamento do consumidor após a pandemia, o que tem sustentado bons números. “As pessoas começaram a dedicar mais tempo e dinheiro a viver a vida com família e amigos”. Vale considerar o ambiente econômico ainda pressionado por juros elevados e inflação. Ainda assim, o foodservice segue em linha de ascendência (apesar de alimentação fast-food ocupar muito espaço – pesquisa da Mordor Intelligence comprova isso).

De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o faturamento consolidado do setor em 2025 foi de R$ 495 bilhões, contra R$ 455 bilhões de 2024. Neste ano, com fator Copa do Mundo, as perspectivas também melhoram, segundo a entidade, que projeta aumento na movimentação e faturamento em torno de 30%. No geral, é possível afirmar que o contexto ajudou a acelerar a demanda por equipamentos, utensílios e soluções mais duráveis para cozinhas profissionais e operações de alto giro.

Com sede em Brasília e operação comercial em diversas capitais, a Schipper trabalha com mais de 6 mil SKUs, parte importada e parte absorvida do mercado doméstico. Entre os produtos que mais impulsionam o crescimento da companhia estão pratos, talheres e utensílios de buffet. Um dos destaques do portfólio, apresentado na Fispal 2026, com direito a martelada para mostrar ao cliente, é a porcelana turca Bonna, que possui garantia vitalícia contra lasca de borda – um dos principais problemas operacionais do setor de alimentação fora do lar. “O prato lascado não pode ser usado. É proibido pela Anvisa porque acumula sujeira e proliferação de bactéria”, explicou.

Imagens: Divulgação

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