Restaurante do Futuro: FOH sem atrito e BOH mais eficiente

Restaurante do Futuro: FOH sem atrito e BOH mais eficiente

Durante a última edição do Latam Retail Show, que aconteceu entre os dias 13 e 15 de setembro, o time da Gouvêa Foodservice, a partir da integração com vários parceiros, apresentou ao mercado o Restaurante do Futuro sob uma perspectiva de soluções prontas para implementação no Brasil.

A inspiração surgiu a partir de inúmeras pesquisas analisadas sobre os desejos e necessidades do consumidor, tendências, viagens internacionais para eventos como NRA Show, Host Milano e NRF, além da somatória de muitos anos de experiência no mercado brasileiro.

As inovações foram organizadas em Front of The House (FOH) e Back of The House (BOH). Foi um projeto audacioso, inclusive, porque ele não era um stand. Ele tinha elementos construtivos de fato. O projeto foi assinado pelo arquiteto Edgar Ribeiro, especialista em arquitetura para o foodservice e CEO da AR Group.

A construção foi feita a partir de estruturas metálicas, que efetivamente otimizam o tempo, resultado e materiais aplicados. Foram utilizados acabamentos ecológicos, integração com o espaço externo, luz natural combinada a iluminação acolhedora. Além disso, paisagismo, mobiliário com formas orgânicas, ergonomia para os operadores, equipamentos para a exposição para valorizar o produto e gerar uma imediata conexão entre desejo, felicidade e consumo.

Ainda no FOH havia câmeras posicionadas para captação de dados sobre fluxo, identificação de sexo, idade, expressão facial inicial (calma, irritada etc) e para onde essa pessoa se dirigia indicando as zonas quentes dentro do espaço.

Em frente a um dos pontos de exposição de produtos havia uma outra câmera para checar a expressão facial das pessoas. Ao longo do dia, a oferta foi modificada, as posições dos produtos… e isso permitiu identificar o interesse das pessoas, bem como a tomada de decisão.

Fazendo um recorte exclusivamente sobre esse ponto, isso pode revolucionar locais que atuam com empirismo na exposição de produtos ou que possuem planogramas fixos que não levam em consideração o momento do dia ou as emoções demonstradas pelos seus clientes.

Combinar tecnologia e humanização era outro desafio. Então, trouxemos a Annie a primeira robô humanoide produzida no Brasil. Ela recebia os clientes e explicava a jornada. Todos sempre sorriam ao interagir com ela e, o melhor, compreendiam as direções dentro do espaço. A Annie fez o trabalho de hostess, além de permitir reservas de mesa a partir da interação com ela.

Outro destaque foi o sistema de honest market, disponível para implementação no fluxo de saída de restaurantes, permitindo aos clientes comprarem sem atrito itens “da casa” para levar, como geleias, doces, canecas etc.

Ao entrar no ambiente era possível interagir com uma projeção de piso e imediatamente se divertir, independentemente do tempo de espera. Pedidos digitais? Check. Oferta alinhada a pilares valorizados pelos clientes: origem, plant based, inovação e conveniência? Check. Power B&I para gerenciamento e decisão desses dados? Check. Pesquisa digital? Check. Alimentação especial para o mais novo e reconhecido membro da família, o Sr. Pet? Check.

No BOH, tínhamos um robusto dashboard que controlava todos os dados do espaço: consumo de energia, água, gás, dados de segurança do ambiente. Só isso, já permitiria a tomada de decisão sobre ações que gerem eficiência para o negócio, como troca de torneiras, contratação de energia solar alternativa, substituição de equipamentos de produção e revisão do modelo de fornecimento. É brutal o impacto positivo de um sistema desse tipo no ganho de eficiência em uma rede de franquias, por exemplo.

Rastreabilidade e gestão da cadeia de frio estavam combinados para assegurar indicadores de transparência e manutenção da qualidade de produtos, elementos fundamentais para esse novo consumidor.

O que mais nos orgulhou em conceber e conduzir esse projeto foi a receptividade das pessoas ao resultado, além da possibilidade de tangilizar inovações que temos visto mundo a fora e que podem, sem dúvida, apoiar a jornada de recuperação do foodservice brasileiro.

O futuro já começou!

Cristina Souza é CEO da Gouvêa Foodservice.
Imagem: Divulgação

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