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Home Artigos

Store in store – Um formato de negócios como alternativa em tempos difíceis

Cristiano de Paula Leite de Cristiano de Paula Leite
28 de maio de 2019
no Artigos, Destaque do dia, Gestão
Tempo de leitura: 3 minutos

No varejo físico a palavra de ordem é buscar boa rentabilidade de loja por m2. E como buscar esse resultado num contexto de grande competitividade, margens cada vez menores, um consumidor muito exigente e cada vez mais digital?

Profissionais do varejo e da indústria têm quebrado a cabeça para gerar mais valor em seus negócios com custos cada vez menores. Otimização, produtividade e eficiência operacional são pautas constantes nas agendas desses executivos.

Ao buscar alternativas, um dos modelos que fazem sentido em alguns setores é o formato store in store. Significa, literalmente, loja dentro da loja. Como isso funciona? Um exemplo clássico é uma livraria que tem um café em suas dependências, ou floricultura e lavanderia dentro de um supermercado. A ideia principal é um estabelecimento complementar o outro, um se beneficiar do fluxo do outro.

A instalação desse modelo favorece a jornada de compra, na qual o consumidor permanece mais tempo dentro das lojas ao encontrar no interior delas um novo serviço. Além disso, é a oportunidade que o cliente tem de ser atendido por especialistas com ofertas e soluções mais completas. Se houver sintonia entre as lojas, pode ser uma relação perfeita para todos.

Em tempos difíceis, você aliar maior fluxo de clientes e ticket médio mais alto com a possibilidade de dividir custos fixos de espaço, energia elétrica, estacionamento, segurança, limpeza, entre outros, pode significar a fronteira entre ganhar ou perder dinheiro.

Mas antes de partir para um movimento como esse, é fundamental analisar o perfil do público da loja principal, para saber se existe uma sinergia entre as mercadorias e serviços oferecidos pelos dois negócios. Se realizado de forma coerente e com uma comunicação bem pensada e executada, a associação das duas marcas pode elevar prestígio e percepção de valor de ambas.

Esse modelo de lojas já existe em mercados desenvolvidos há quase duas décadas e vem crescendo no Brasil, principalmente no ramo de franquias, já que o investimento inicial e o risco são menores para os empreendedores. Além disso, estudos apontam que a lucratividade de lojas no modelo store in store é, em média, 25% maior que a das demais.

Mas não é só para o varejo que o modelo é uma oportunidade. Se utilizar desse formato também pode ser uma maneira muito eficiente da indústria se aproximar diretamente do seu consumidor. Com planejamento e estudos consistentes, essa opção é efetiva para a marca criar um novo canal de vendas e estabelecer um relacionamento com consumidores com ganhos além do modelo tradicional, onde a indústria tem seu foco exclusivo na fabricação e distribuição de produtos. Leia nosso e-book sobre estratégias, formatos e modelo de negócios: As marcas em contato direto com o consumidor.

Gerar uma experiência diferenciada para os consumidores, trabalhar melhor o sortimento no PDV e coletar informações dos clientes podem ser recursos muito valiosos numa estratégia de diferenciação.

Vivemos na OMNIERA e num mundo cada vez mais OMNICHANNEL, o ponto de partida para qualquer reflexão estratégica passa pela premissa de que o OMNICONSUMIDOR está no epicentro das decisões. Por isso, iniciativas de parcerias bem estruturadas entre indústria, varejo e e-commerce, baseadas em estratégias de integração de canais, certamente gerarão valor para seu negócio e melhorarão o resultado de sua operação.

Não custa lembrar que uma relação de negócios só se sustenta quando ambos os lados ganham e as regras são combinadas antes do jogo começar.

NOTA: A GS&Consult, consultoria de negócios do Grupo GS& Gouvêa de Souza especialista em varejo e comportamento de consumo, possui metodologia de trabalho baseada na busca dos melhores modelos de atuação para estratégias de integração de canais e formatos de loja.

Saiba mais sobre nossa atuação e cases em: www.gseconsult.com.br.

* Imagem reprodução

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Cristiano de Paula Leite

Cristiano de Paula Leite

Cristiano de Paula Leite é head de Relacionamento com o mercado da Gouvêa Consulting, empresa de consultoria do ecossistema da Gouvêa que atua na transformação de negócios associados ao varejo e consumo.

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