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Unilever eleva projeções após volume de vendas atingir maior nível em mais de 16 anos

As vendas da companhia cresceram 8,1% em beleza e 9,1% em cuidados com o lar

  • de Redação
  • 5 minutos atrás
Unilever eleva projeções após volume de vendas atingir maior nível em mais de 16 anos

A Unilever elevou suas projeções para o ano após registrar, no segundo trimestre, o maior crescimento de volume de vendas em mais de 16 anos. O crescimento orgânico das vendas do grupo de bens de consumo acelerou para 5,8% no período, impulsionado por alta de 5,5% nos volumes e avanço de 0,2% nos preços, segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 28.

O desempenho ficou bem acima das estimativas compiladas pela própria empresa e do crescimento de 3,1% observado no mesmo trimestre de 2025. O crescimento orgânico de volumes foi o mais forte desde o primeiro trimestre de 2010, quando avançou 7,6%.

No segmento de beleza e bem-estar, que reúne marcas como Dove e Vaseline, as vendas orgânicas subiram 8,1%. Já a divisão de cuidados com o lar, que inclui a Cif, registrou alta de 9,1%. Em ambos os casos, o avanço foi puxado pelo maior volume vendido.

O crescimento de volumes, considerado um termômetro da capacidade das marcas de resistir à migração de consumidores com orçamento apertado para produtos mais baratos e marcas próprias, está no centro das atenções do setor neste momento.

Os volumes da Unilever, sediada em Londres, aceleraram em todas as categorias no segundo trimestre, com exceção de alimentos, em que o crescimento orgânico das vendas foi de 0,2%. O resultado vem às vésperas da separação do negócio.

“Este foi um trimestre muito bom para a Unilever, com até a parte que não foi bem (alimentos na Europa) reforçando a decisão da administração de se desfazer desse negócio”, afirmou o analista James Edwardes Jones, do RBC Capital Markets, em nota.

Após uma lenta redução da exposição ao setor de alimentos na última década, a Unilever está deixando a área ao combinar esse negócio com a fabricante americana de especiarias e temperos McCormick. Antes, a empresa vendeu suas marcas de margarinas e cremes vegetais para a KKR e, depois, separou a divisão de sorvetes, reunida na Magnum Ice Cream.

A combinação proposta do negócio de alimentos da Unilever com a McCormick deve ser concluída em 2027 e criar uma empresa avaliada em mais de US$ 65 bilhões, incluindo dívida. O acordo com a McCormick, sediada nos EUA, faz parte de uma mudança mais ampla de estratégia da Unilever para concentrar-se em beleza, cuidados pessoais e produtos para o lar.

Como parte do plano, a McCormick pretende atender à forte base de investidores europeus da Unilever por meio de uma listagem em Londres, que, segundo a empresa americana, deve facilitar fluxos de capital e reforçar a liquidez para os acionistas. A companhia planeja ter sede internacional e manter presença na Holanda, onde a Unilever tem raízes profundas.

A Unilever também elevou seu guidance para o ano. A empresa disse que agora espera crescimento orgânico de vendas dentro de sua projeção plurianual de 4% a 6%, após antes indicar que ficaria na parte inferior do intervalo. A companhia afirmou ainda que passou a projetar crescimento orgânico de volume em torno de 3% em 2026, ante a estimativa anterior de pelo menos 2%.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Dow Jones Newswires).
Imagem: Shutterstock      

  • Categories: Indústria, M&C Capital, Notícias
  • Tags: alimentosavançoCifcrescimentocrescimento orgânicoDovegrupo de bens de consumoinvestidoresMagnum Ice Creammarcas própriasMcCormickprojeçõessegundo trimestresorvetesUnileverVaselinevendasvolumevolumes

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