Com mais de 3.000 m², a Mata Lab posiciona-se no Cidade Matarazzo como muito mais que uma loja. Ao priorizar a experiência física e sensorial, o projeto transforma a jornada do cliente em um mergulho profundo que potencializa os resultados de vendas de forma orgânica. O marco arquitetônico em São Paulo, é um organismo vivo que redefine a relação entre consumo, cultura e preservação.
No coração desse ecossistema pulsa o Mata Lab, um espaço que transcende o conceito tradicional de loja de departamentos para se tornar um laboratório de experiências sensoriais. Ao caminhar por seus corredores, que preservam a memória do antigo Hospital e Maternidade Matarazzo, o cliente é convidado a uma jornada de descoberta que une o luxo global à alma do design brasileiro. Foram abertas três novas áreas desde a semana passada.
A área de beleza do Mata Lab foi projetada como um santuário de bem-estar. Entre plantas que caem do teto e que, às vezes, se enroscam encantadoramente em quem passa pelos corredores, a curadoria aqui não se baseia apenas em nomes de peso, mas em marcas brasileiras ou não que contam histórias através de seus aromas e formulações. E, uma enxurrada de marcas brasileiras que nem eu nem você tínhamos ouvido falar, algumas altamente tecnológicas além dos gadgets para a pele como as mascaras de LED.
A chegada da Guerlain ao complexo traz consigo séculos de tradição francesa em perfumaria e cosmética, reafirmando o Matarazzo como um destino de prestígio. Próximo a ela, a Parfums de Marly oferece uma imersão na opulência da França do século 18, com fragrâncias que são verdadeiras joias olfativas.
Para os entusiastas da perfumaria de nicho e do conceito slow beauty, a presença futura da Le Labo é um dos pontos altos. A marca, conhecida por sua abordagem artesanal onde os perfumes são preparados e rotulados no momento da compra, ressoa perfeitamente com a proposta de personalização e autenticidade do Mata Lab. A experiência de sentir as notas de sândalo ou bergamota, enquanto se observa a arquitetura orgânica, cria uma memória olfativa inesquecível.
Se a beleza atiça o olfato, a área de acessórios é um deleite para o tato e para a visão, com um lustre poderoso, tapetes e sofás em veludo verde, além de uma caixa de exposição no final do corredor, onde se pode assistir a vídeos sobre a reconstrução do complexo. O Mata Lab se posiciona como um grande vitrine para o design brasileiro autoral, selecionando marcas que utilizam matérias-primas nobres e processos de produção éticos. Encontramos nomes famosos como Sarah Chofakian e Misci, mas também encontramos bolsas divertidas como a Ryzí e malas vintage da Louis Vuitton.
Um dos destaques desta seção é o corner da Anselmi. Reconhecida por sua maestria no tricô, a marca expande seu universo no Mata Lab, apresentando um ambiente todo aconchegante, com peças de lã, e uma curadoria que traduz o conforto e a sofisticação da serra gaúcha no contexto urbano e luxuoso de São Paulo.
Neste mesmo setor, a jornada do cliente é pontuada pela descoberta de novos nomes da moda brasileira, em que cada peça — seja um sapato de couro trabalhado à mão ou uma bolsa com design geométrico — carrega a identidade de um país que sabe unir tropicalidade e rigor técnico.
E, quando já estamos, aparentemente, saciados com as novidades, descobrimos uma nova passagem. A área de óculos, com marcas brasileiras e internacionais, nos leva ao Dolce Vitta, um dos restaurantes icônicos do Mata Cittá. Dali, o cliente que está no restaurante pode levantar e adentrar a loja enquanto aguarda o seu pedido.
A experiência do cliente no Matarazzo é pautada pela exclusividade, e um dos momentos mais fascinantes da curadoria do Mata Lab é a presença de parcerias inesperadas. A coleção exclusiva da Farm com a Barbour exemplifica essa união: a exuberância cromática e o calor da estampa brasileira encontram a sobriedade britânica e a funcionalidade das jaquetas de cera da Barbour.
Esta colaboração, disponível no complexo, simboliza o que o Mata Lab representa: uma ponte entre diferentes culturas, onde o tradicional e o contemporâneo convivem em perfeita harmonia. O cliente encontra peças que são, ao mesmo tempo, utilitárias para a vida urbana e vibrantes como a natureza que envolve o complexo.
A experiência do cliente no Cidade Matarazzo é definida pela descoberta. Seja encontrando uma nova marca de sapatos autoral, customizando um par de tênis ou sentindo a fragrância de uma casa brasileira ou de uma francesa centenária, o visitante sai com a sensação de ter participado de algo maior: um novo capítulo na história de São Paulo, onde o luxo é humano, consciente e profundamente conectado à arte de viver bem.
Sandra Hayashida é fundadora da LPE Experiências.
Imagem: Divulgação














