Após adiar o lançamento de serviços no Rio de Janeiro, a Keeta promoveu 200 demissões no Brasil. Nesta quarta, 4, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings reduziu a nota da Meituan, controladora da Keeta, de A- para BBB+, e citou a redução do ritmo de entrada da empresa no Brasil.
A empresa afirma que conduziu o processo com as equipes no Rio de Janeiro em conformidade com as leis e exigências locais. “Cada pessoa que deixou a empresa hoje recebeu um pacote de indenização para apoio na transição profissional. Somos gratos a cada um por suas contribuições”, diz a Keeta, em nota.
A Keeta diz que vai manter 1.200 postos de trabalho existentes atualmente no Brasil, “focando no desenvolvimento das operações na região de São Paulo, e reafirma seu compromisso de longo prazo com o Brasil e o investimento de R$ 5,6 bilhões em cinco anos”.
A empresa credita o adiamento das operações no Rio de Janeiro ao “amplo alcance das cláusulas de exclusividade firmadas por outras plataformas de delivery, como 99Food e iFood, com as redes de restaurantes”. Segundo a Keeta, o mesmo problema havia sido detectado na chegada a São Paulo.
Keeta, Meituan e peso da concorrência
A S&P Global Ratings creditou a redução da nota da Meituan à disputa cada vez mais intensa com a Alibaba. A rival reorganizou sua operação de varejo e passou a direcionar recursos para ganhar participação no delivery, desencadeando uma guerra de subsídios especialmente em bebidas e itens não alimentícios.
Como resultado, a participação da Meituan caiu de cerca de 70% no fim de 2024 para pouco acima de 50% em 2025, enquanto a fatia da Alibaba cresceu de 20% para aproximadamente 40%.
“Não acreditamos que será fácil para a Meituan recuperar a participação perdida, já que a Alibaba demonstra determinação em ampliar sua fatia de mercado, mesmo às custas da rentabilidade do setor. Também observamos uma redução da vantagem da Meituan em custos de entrega por unidade e oferta de produtos”, analisa a S&P.
Imagem: Divulgação














