O Ministério da Saúde firmou um acordo com a Caixa Econômica Federal para viabilizar a liberação de R$ 1 bilhão para oito instituições filantrópicas do País, por meio da linha de crédito Caixa Hospitais FGTS.
Serão contempladas a Associação de Combate ao Câncer de Goiás, Santa Casa da Misericórdia de São Paulo, Santa Casa de Porto Alegre, Hospital José Silveira, Instituto de Câncer de Londrina, Associação Hospitalar Vila Nova, Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos e Fundação Assistencial da Paraíba.
Segundo a Pasta, essas unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados.
As instituições beneficiadas terão acesso a condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.
O Ministério da Saúde informou, ainda, que outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS.
Saúde suplementar
Levantamento feito pela healthtech Arvo aponta que falhas operacionais e administrativas em procedimentos cirúrgicos concentraram mais de R$ 133 milhões em desperdícios identificados na saúde suplementar brasileira em 2025. O estudo foi realizado com base na análise de mais de R$ 200 bilhões em despesas assistenciais.
A principal origem das cobranças indevidas está na sobreposição de procedimentos, responsável por 56,1% de toda a economia potencial identificada na categoria cirúrgica. O problema ocorre quando etapas que fazem parte de um mesmo ato cirúrgico ou técnicas alternativas de um mesmo procedimento são cobradas separadamente, elevando os custos para as operadoras de saúde.
A análise regional mostra que os maiores índices relativos de desperdício estão no Sul, com porcentual 23% acima da média nacional, e no Centro-Oeste, 14% acima da média. O Sudeste aparece 10% acima da média e concentra a maior oportunidade absoluta de recuperação de recursos devido ao volume de despesas assistenciais da região. Já o Nordeste apresentou o melhor desempenho relativo do País, com índice 24% abaixo da média nacional.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Wilian Miron).
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