IBGE: produção industrial sobe em 12 das 26 atividades em maio em relação a 2021

Apesar do resultado positivo, a indústria brasileira operou 17,6% aquém do pico alcançado em maio de 2011

A elevação de 0,5% na produção industrial em maio de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, interrompeu uma sequência de nove taxas negativas consecutivas nesse tipo de comparação. A alta foi decorrente de avanços em 12 dos 26 ramos industriais investigados na Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A principal influência positiva foi a de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (15,3%), impulsionados pela maior produção de óleos combustíveis, óleo diesel, querosenes de aviação, naftas para petroquímica, gasolina automotiva e gás liquefeito de petróleo (GLP).

Houve contribuições relevantes também de máquinas e equipamentos (5,5%), couro, artigos para viagem e calçados (24,8%), bebidas (6,3%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (15,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (7,2%) e outros equipamentos de transporte (9,7%).

Na direção oposta, entre as 14 atividades com perdas na produção, as principais influências negativas partiram de indústrias extrativas (-8,2%), metalurgia (-5,5%) e produtos alimentícios (-1,6%). Outras quedas importantes ocorreram em produtos de metal (-5,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,2%), produtos de minerais não metálicos (-3,7%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,5%) e outros produtos químicos (-1,7%).

O gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, aponta que o crescimento da indústria em maio foi “mais concentrado” e houve contribuição do efeito calendário, com um dia útil a mais do que no ano anterior.

Abaixo do pico

Apesar do resultado positivo, a indústria brasileira operou 17,6% aquém do pico alcançado em maio de 2011. Na categoria de bens de capital, a produção está 23,4% abaixo do pico registrado em abril de 2013, enquanto os bens de consumo duráveis operam 42,9% abaixo do ápice, em março de 2011.

Os bens intermediários estão 15,6% aquém do auge, em maio de 2011, e os bens semiduráveis e não duráveis operam em nível 14,7% inferior ao pico registrado em junho de 2013.

Com informações de Estadão Conteúdo 

Imagem: Shutterstock

Redação

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