O preço do galão de gasolina comum nos Estados Unidos subiu US$ 0,31 na última semana e chegou, nesta terça-feira, 5, à média de US$ 4,48 por galão, segundo dados da Associação Automobilística dos EUA (AAA). Com isso, o combustível ficou 50% mais caro desde o início da guerra com o Irã.
A principal explicação, de acordo com a AAA, é a crise global de energia desencadeada pelo conflito. O petróleo, principal componente da gasolina, vem subindo há cerca de dois meses porque o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do petróleo bruto do mundo, ficou na prática fechado, deixando navios petroleiros retidos e sem conseguir entregar carga.
Em meados de abril, com sinais de possível arrefecimento do conflito, os preços chegaram a cair por quase duas semanas, mas voltaram a subir à medida que a guerra se prolongou. A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou que o fechamento efetivo de Ormuz provocou a maior interrupção de oferta da história dos mercados de petróleo, impulsionando o barril a US$ 112 no início de abril.
Outro elemento que contribuiu para a alta oi a decisão dos EUA de bloquear portos iranianos para conter as exportações de petróleo. Para Jim Krane, do Baker Institute (Rice University), Teerã vinha despejando volumes atipicamente elevados no mercado global, o que ajudava a segurar os preços; ao limitar esse fluxo, Washington apertou ainda mais a oferta e elevou as cotações.
Companhias aéreas
A crise global de combustíveis de aviação levou a União Europeia (UE) a intensificar a coordenação com governos e companhias aéreas, enquanto o setor amplia cortes de voos, eleva tarifas e revisa projeções diante da disparada de custos.
A Comissão Europeia afirmou que trabalha com países-membros e agentes da indústria em meio à incerteza sobre a duração da crise. “Ninguém sabe quanto tempo isso vai durar”, disse a porta-voz Anna-Kaisa Itkonen, segundo a Anadolu.
A instituição prepara diretrizes que devem incluir regras contra abastecimento excessivo, direitos dos passageiros e a possibilidade de uso de combustíveis do padrão norte-americano, com recomendações técnicas da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, em inglês).
Desde o início do conflito envolvendo o Irã, o preço do combustível de aviação dobrou. Segundo o Financial Times, companhias retiraram cerca de 2 milhões de assentos da oferta global em maio nas últimas semanas, com milhares de voos cancelados e uso maior de aeronaves menores ou mais eficientes.
Entre as principais empresas, a Lufthansa cancelou 20 mil voos até outubro, enquanto a Delta reduziu capacidade em cerca de 3,5% no segundo trimestre. A Air France-KLM elevou tarifas e ajustou operações, e a KLM suspendeu mais de 150 voos na Europa. A SAS cancelou cerca de 1 mil voos em abril, e a Air Canada cortou frequências para Nova York.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
Com informação do Estadão de Conteúdo/Associated Press.
Imagem: Envato















