Mercado&Consumo
  • EDITORIAS
    • VAREJO
    • ECONOMIA
    • RETAIL MEDIA
    • SERVIÇOS
    • SHOPPING CENTERS
    • M&C CAPITAL
    • M&C FRANCHISING
  • MERCADO&TECH
    • TECNOLOGIA
    • LOGÍSTICA
    • E-COMMERCE
    • ARTIGOS MERCADO&TECH
  • MERCADO&FOOD
    • ABASTECIMENTO
    • FOODSERVICE
    • ARTIGOS MERCADO&FOOD
    • INDÚSTRIA
  • ESPECIAIS
    • WEBCASTS E ENTREVISTAS
    • BANDNEWS FM
    • WEB STORIES
    • REVISTA M&C
    • BORA VAREJAR
  • OPINIÃO
    • ARTIGOS
  • COLUNISTAS
  • EVENTOS
    • NRF RETAIL’S BIG SHOW
    • NRA SHOW
    • LATAM RETAIL SHOW
Sem resultado
Ver todos os resultados
VOLTAR PARA A HOME
  • EDITORIAS
    • VAREJO
    • ECONOMIA
    • RETAIL MEDIA
    • SERVIÇOS
    • SHOPPING CENTERS
    • M&C CAPITAL
    • M&C FRANCHISING
  • MERCADO&TECH
    • TECNOLOGIA
    • LOGÍSTICA
    • E-COMMERCE
    • ARTIGOS MERCADO&TECH
  • MERCADO&FOOD
    • ABASTECIMENTO
    • FOODSERVICE
    • ARTIGOS MERCADO&FOOD
    • INDÚSTRIA
  • ESPECIAIS
    • WEBCASTS E ENTREVISTAS
    • BANDNEWS FM
    • WEB STORIES
    • REVISTA M&C
    • BORA VAREJAR
  • OPINIÃO
    • ARTIGOS
  • COLUNISTAS
  • EVENTOS
    • NRF RETAIL’S BIG SHOW
    • NRA SHOW
    • LATAM RETAIL SHOW
Sem resultado
Ver todos os resultados
Mercado&Consumo
Sem resultado
Ver todos os resultados
Home Artigos

Um lapso de bom senso em uma escalada de inconsequências

Momentum 1.178

Marcos Gouvêa de Souza de Marcos Gouvêa de Souza
6 de julho de 2026
no Artigos, Destaque do dia
Tempo de leitura: 5 minutos

A política brasileira é um ecossistema marcado por ciclos de curto prazo, herança indesejável dos períodos hiperinflacionários que moldaram o pensamento imediatista e desconectado de uma visão mais estratégica.

É sabido e reconhecido que não existe um projeto de Nação com uma visão estruturada e estratégica de longo prazo. O foco se concentra na próxima eleição e, para piorar, na perspectiva da reeleição.

Quando o calendário aponta para o período eleitoral, o pensamento dominante se fixa no magnetismo do voto fácil.

Medidas com forte apelo popular, frequentemente embaladas em pacotes de bondades imediatas, ganham relevância e dominância, sobrepondo-se à visão de futuro e aos seus impactos. Nesse cenário, o debate econômico e suas consequências são sufocados pelo apelo imediatista das urnas.

É sob essa ótica de equilíbrio e bom senso que se deve analisar e valorizar o recente movimento do Senado Federal, sob a gestão do presidente Davi Alcolumbre, ao represar a discussão sobre a alteração da jornada de trabalho, a chamada escala 6×1.

Na escalada de ações com finalidade eleitoreira, em um ambiente inflamado por paixões ideológicas e promessas de alívio rápido para uma endividada população, a decisão de adiar o debate deve ser interpretada como um raro, e fundamental, lapso de bom senso.

E ninguém pode se omitir da discussão sobre a inadiável revisão dos aspectos estruturais que levaram as atuais níveis de desigualdade social e econômica no Brasil. Mas essa discussão ocorra de forma estratégica, ponderada e sem açodamento, enfrenteando os elementos estruturais que criaram essa inaceitável situação.

E, em especial, que se tratem, de forma prioritária, os elementos que permitam a melhoria da produtividade, o aumento dos investimentos e o crescimento sustentável para que seja possível melhorar as condições de toda a população.

Modificar a estrutura da jornada de trabalho de forma uniforme e única em um País com as diferenças regionais e setoriais, além das assimetrias produtivas existentes no Brasil, não é uma tarefa para ser decidida no calor dos palanques.

Trata-se de uma variável macroeconômica de alto impacto, pois envolve redefinir os custos de contratação, a competitividade da indústria nacional e a sobrevivência de micro e pequenas empresas que respondem pela maior parte dos empregos formais e informais do país.

Tratar desse tema no centro do palco legislativo e às vésperas de eleições é submeter uma reforma estrutural ao imediatismo e ao populismo, com consequências que vão atingir toda a população, pois os custos terão que ser repassados aos produtos e serviços de forma generalizada.

A armadilha do imediatismo eleitoral

O grande drama das democracias maduras, que se manifesta de forma crônica no Brasil, é a dissociação entre o tempo da política e o tempo da economia e do desenvolvimento.

Propostas de curto prazo que geram dividendos políticos imediatos, independentemente da sustentabilidade fiscal, como temos visto, só aprofundam as distorções e não geram soluções estruturais.

Mudanças profundas exigem transição técnica, melhoria da produtividade e segurança jurídica.

A escala 6×1 toca em uma ferida real, que envolve o bem-estar do trabalhador e a busca por qualidade de vida.

Aliás, quem não gostaria de poder conciliar esses elementos?

Contudo, aprovar ou avançar nessa mudança por meio de uma canetada, sem a contrapartida de um ganho real de produtividade, é criação de ilusão.

O aumento do custo de produzir, distribuir ou servir se transformará em inflação de serviços e produtos, que será repassada a todos os consumidores, além de poder provocar aumento da informalidade e do desemprego.

Ao segurar o ímpeto da discussão, a presidência do Senado age como um fator de equilíbrio diante da inconsequência.

Isso evitou que o parlamento se transformasse em uma máquina de aprovar direitos sem lastro financeiro, um filme que o Brasil já assistiu e cujos créditos finais sempre trazem recessão, aumento da inflação e desequilíbrio econômico, cujos maiores prejudicados são exatamente aqueles que se pretende beneficiar.

A ausência de um projeto de Nação

O episódio da escala 6×1 é o sintoma de um mal maior, que envolve a ausência de um projeto estratégico de longo prazo para o país.

As iniciativas governamentais e legislativas parecem fragmentadas, focadas em mitigar crises momentâneas ou garantir a próxima eleição ou reeleição, em detrimento de uma visão de Estado que projete o Brasil para as próximas décadas, justamente em um momento histórico política e economicamente privilegiado para o País.

O desenvolvimento sustentável não nasce do voluntarismo legislativo, mas do equilíbrio rigoroso entre bem-estar social, potencialização de ativos e viabilidade econômica.

Se o Brasil deseja debater a redução da jornada de trabalho, que é uma tendência global em economias desenvolvidas, precisa antes criar as bases para isso.

Esse debate passa por aumentar a produtividade horária, com investimento massivo em educação técnica, inovação e incorporação tecnológica. Envolve também a redução real dos encargos sobre a folha, permitindo que as empresas absorvam novos modelos de contratação sem sufocar o fluxo de caixa, bem como a criação de um ambiente de negócios seguro, com regras claras que não mudem ao sabor do humor do governante de plantão.

O adiamento no Senado compra tempo, mas não resolve os problemas subjacentes. Outras questões igualmente complexas e desafiadoras estão pendentes.

Precipitar uma decisão no calor da eleição é a garantia de inconsequência.

A poeira das urnas vai baixar, e o tema deve retornar à mesa.

A verdadeira prova de maturidade do Senado será, no momento oportuno, conduzir esse debate longe da paixão das redes sociais, ancorado em dados técnicos e com os olhos postos não na próxima eleição, mas no futuro da própria Nação.

Vale a reflexão.

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem e publisher da plataforma Mercado&Consumo.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.

Imagem: Envato

 

Postagem anterior

Electrolux amplia uso de IA e destina R$ 23 milhões para tornar atendimento mais ágil

Próxima Postagem

De olho em tendência de conveniência, empresa lança franquia de farmácias de condomínio

Marcos Gouvêa de Souza

Marcos Gouvêa de Souza

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, o mais relevante ecossistema de consultorias, soluções e serviços que atua em todas as vertentes dos setores de Varejo, Consumo e Serviços. É membro do Conselho do IDV, IFB e Ebeltoft Group, presidente do LIDE Comércio, conselheiro do grupo BFFC/Bob's, publisher da plataforma MERCADO&CONSUMO e autor/coautor de mais de dez livros relacionados aos temas de sua especialidade.

Relacionados Posts

CEO da Apêpê Farmácias prevê fim das farmácias de bairro
Franquias

De olho em tendência de conveniência, empresa lança franquia de farmácias de condomínio

6 de julho de 2026
Electrolux investe R$ 23 mi em IA para transformar atendimento
Tecnologia

Electrolux amplia uso de IA e destina R$ 23 milhões para tornar atendimento mais ágil

6 de julho de 2026
Leroy Merlin
Varejo

“O cliente busca soluções completas para transformar sua casa”, diz CEO da Leroy Merlin

5 de julho de 2026
Febraban: ocorrências do golpe da falsa venda disparam 314% no primeiro semestre
Tecnologia

Com IA e redes sociais, brasileiro pode passar quase 53 anos da vida na internet

4 de julho de 2026
Na onda da cerveja sem álcool, Black Princess lança versão zero e sem glúten
Produtos

Na onda da cerveja sem álcool, Black Princess lança versão zero e sem glúten

4 de julho de 2026
Kraft Heinz Brasil tem novos diretores; confira outras mudanças
Gestão

Kraft Heinz Brasil tem novos diretores; confira outras mudanças

4 de julho de 2026
Natalia Beauty unifica operação sob a marca NaBeauty Concept
Serviços

Natalia Beauty unifica operação sob a marca NaBeauty Concept

3 de julho de 2026
Granado amplia presença internacional com loja pop-up na Liberty, em Londres
Varejo

Granado amplia presença internacional com loja pop-up na Liberty, em Londres

3 de julho de 2026
Próxima Postagem
CEO da Apêpê Farmácias prevê fim das farmácias de bairro

De olho em tendência de conveniência, empresa lança franquia de farmácias de condomínio

REDES SOCIAIS

NOTÍCIAS

CEO da Apêpê Farmácias prevê fim das farmácias de bairro

De olho em tendência de conveniência, empresa lança franquia de farmácias de condomínio

6 de julho de 2026
Um lapso de bom senso em uma escalada de inconsequências

Um lapso de bom senso em uma escalada de inconsequências

6 de julho de 2026
Electrolux investe R$ 23 mi em IA para transformar atendimento

Electrolux amplia uso de IA e destina R$ 23 milhões para tornar atendimento mais ágil

6 de julho de 2026
MadeiraMadeira inaugura lojas em Curitiba para integrar canais digital e físico

MadeiraMadeira leva modelo de loja consultiva com serviços 3D a Minas Gerais

6 de julho de 2026
Brasil

Brasil disputa mercado espacial e prevê lançamento de foguete ainda este ano

5 de julho de 2026
Turistas latino impulsionam gastos nos países-sede da Copa

Turistas latino-americanos impulsionam gastos nos países-sede da Copa

5 de julho de 2026

Copyright © 2024 Gouvea Ecosystem.

Todos os direitos reservados.

  • Expediente
    • Ecossitema
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Anuário de Fornecedores
  • Anuncie

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo

Senha esquecida?

Recupere sua senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Conecte-se

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Editorias
    • Varejo
    • Economia
    • Retail Media
    • Serviços
    • Shopping centers
    • Supermercados
    • M&C Franchising
    • M&C Capital
  • Mercado&Tech
    • Tecnologia
    • Logística
    • E-commerce
    • Artigos Mercado&Tech
  • Mercado&Food
    • Foodservice
    • Abastecimento
    • Indústria
    • Artigos Mercado&Food
  • Opinião
    • Artigos
    • Colunistas
  • Especiais
    • Webcasts e Entrevistas
    • Web Stories
    • Revista M&C
    • Podcast M&C
    • Bora Varejar
    • Band News FM
  • Eventos
    • NRF Retail’s Big Show
    • NRA Show
    • Latam Retail Show

“A Mercado&Consumo possui parceria com o Grupo UOL, que utiliza "cookies" essenciais e outras tecnologias semelhantes para a coleta e processamento de dados, os quais são feitos nos termos da política de privacidade do Grupo UOL.”