Oito em cada dez CEOs do consumo e varejo estão confiantes em relação aos resultados financeiros no curto prazo, entre um e três anos, após a aplicação de Inteligência Artificial (IA) nos processos organizacionais. A afirmação é da pesquisa CEO Outlook de Consumo e Varejo 2025, da KPMG, que aponta que esse é um dos principais focos de investimento para 64% deles, e que 73% planejam destinar entre 10% e 20% de seus orçamentos à tecnologia nos próximos anos.
Além dos investimentos, as empresas começam a estruturar uma transformação cultural mais profunda, com a criação de redes internas de profissionais capacitados em IA, treinados na tecnologia e engajados em disseminar conhecimento, o que surge como um dos caminhos para acelerar a adoção, de acordo com o levantamento.
“Apesar da volatilidade geopolítica, inflação, disrupções climáticas e ao avanço acelerado da IA, as empresas são desafiadas a rever estratégias, modelos operacionais e posicionamento de marca para sustentar margens e competitividade. Quem conseguir combinar governança robusta de IA, disciplina estratégica em fusões e aquisições e sustentabilidade integradas ao negócio terá melhores condições de capturar crescimento em um cenário de incerteza”, afirma o sócio líder de consumo e varejo da KPMG no Brasil, Fernando Gambôa.
O estudo também mostra que 52% dos CEOs apontam o cenário geopolítico como um dos maiores desafios para os próximos três anos, reflexo de conflitos, tarifas e choques climáticos que elevam custos e riscos.
No campo do crescimento inorgânico, 77% dos executivos preveem aquisições de alto impacto, mas com abordagem mais estratégica do que transformacional. Já no campo da sustentabilidade, o tema é visto como um diferencial competitivo, com 53% afirmando alinhar a agenda sustentável à estratégia central do negócio, percentual acima da média de outros setores. Outros 78% acreditam que a tecnologia contribuirá para reduzir emissões e elevar a eficiência energética.
Imagem: Envato















