O governo alemão rejeitou uma oferta do UniCredit para adquirir ações do Commerzbank, alegando que o banco italiano adotou uma postura “agressiva”.
Em comunicado, o governo afirmou nesta terça-feira, 16, que seu comitê diretor apoia a estratégia de independência do Commerzbank e, por isso, rejeitou a proposta do UniCredit de ampliar a troca de ações na instituição alemã. A Alemanha detém quase 13% do Commerzbank.
Segundo o governo, o Commerzbank tem papel relevante no financiamento da economia alemã, especialmente do segmento de médias empresas, e também é importante como empregador, com presença em Frankfurt.
“O comitê diretor apoia a estratégia de independência do Commerzbank AG e rejeita a abordagem agressiva do UniCredit”, disse o governo. Além disso, a oferta não seria financeiramente viável, segundo o governo, por não embutir um prêmio considerado adequado sobre o preço das ações do Commerzbank.
Entenda o caso
O banco italiano UniCredit anunciou que aumentou a sua participação direta no Commerzbank para 37,7% após investidores se comprometerem a entregar mais ações dentro da oferta de aquisição da instituição alemã. O Commerzbank, porém, questionou a informação e voltou a recomendar que os acionistas rejeitem a oferta.
A oferta de aquisição, avaliada em cerca de 24 bilhões de euros (US$ 27,7 bilhões), foi feita pelo UniCredit no início deste ano para comprar a parcela da Commerzbank que ainda não controlava, dando início a uma disputa que enfrenta resistência por parte do banco da Alemanha.
Em um comunicado divulgado pelo Commerzbank, a instituição voltou a recomendar a rejeição da oferta, afirmando que continua sem identificar qualquer investidor institucional que tenha aderido à proposta. As ações ofertadas são provenientes de bancos e entidades ligadas ao UniCredit que não possuíam participações relevantes no Commerzbank antes da oferta de aquisição, segundo o comunicado.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Dow Jones Newswires).
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