A Ford cancelou um contrato de baterias para veículos elétricos com a LG no valor de 9,6 trilhões de won coreanos (US$ 6,52 bilhões). O contrato estava previsto para vigorar de 2027 a 2032.
O cancelamento está ligado à decisão da Ford de descontinuar a produção de certos modelos de veículos elétricos devido a mudanças em sua política e no ambiente de demanda.
No início desta semana, a Ford disse que espera assumir encargos de US$ 19,5 bilhões como parte de sua mudança em relação aos veículos elétricos. Segundo a empresa, o valor está entre os maiores impairments corporativos já registrados e sinaliza que suas ambições em VEs não serão alcançadas no curto prazo. Desde 2023, a Ford acumulou perdas de US$ 13 bilhões no segmento.
A montadora informou que vai reforçar sua linha de veículos a combustão e acelerar a transição para híbridos e veículos elétricos de autonomia estendida, que combinam motores elétricos e a gasolina. O objetivo é abandonar ativos deficitários e redirecionar capital para modelos mais rentáveis.
Até 2030, cerca de metade do volume global da Ford deverá vir de híbridos, veículos de autonomia estendida e VEs, ante 17% atualmente. A companhia também anunciou que vai transformar sua fábrica de baterias no Kentucky em um negócio de armazenamento de energia voltado a concessionárias, projetos renováveis e centros de dados.
Dos US$ 19,5 bilhões em encargos, US$ 6 bilhões estão ligados ao fim de uma joint venture com o grupo SK para produção de baterias. Apesar do ajuste, a Ford elevou sua projeção de lucro ajustado antes de impostos para 2024 para US$ 7 bilhões.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
Com informação do Estadão de Conteúdo.
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